Quem são policiais e advogado presos por esquema de cobrança de propina
Operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e Corregedoria da Polícia Civil apura esquema de desvio de carga e cobrança de propina

Alvos de mandados por envolvimento em um esquema de desvio de carga de eletrônicos e cobrança de propina, os investigadores Bruno Moreno dos Santos (na foto, à esquerda), José Adriano Pereira da Silva Nishi (na foto, no centro) e Marcos Vinícius de Souza Melo, o advogado Sidiclei da Costa Almeida (na foto, à direita) e o empresário Jonathan Vieira foram presos no âmbito da Operação Merx, deflagrada nesta sexta-feira (28/8) pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Corregedoria da Polícia Civil. As ordens judiciais foram cumpridas na capital paulista, Região Metropolitana de São Paulo e nos estados de Paraná e Goiás.
O MPSP descobriu que um grupo de policiais civis apreendeu cargas de celulares de origem irregular, e, depois, exigiu pagamento de propina para liberar o carregamento a empresários ligados ao contrabando de mercadorias eletrônicas. Um advogado fazia a intermediação e dois empresários faziam o pagamento exigido pelos policiais.
Segundo as investigações, a propina exigida para liberação das cargas totaliza R$ 2,35 milhões. Os valores cobrados chegavam a cerca de 70% do total do carregamento. Um advogado intermediava as tratativas, enquanto dois empresários ligados ao ramo de contrabando faziam os pagamentos aos agentes públicos.

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Ver todasO Metrópoles procurou e não localizou a defesa dos presos. O espaço segue aberto para manifestação.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPA Justiça decretou a prisão preventiva de sete investigados, entre os quais quatro são policiais civis. São eles: José Adriano, Bruno Moreno, Marcos Vinicius e Wagner Ramalho — este último, até o momento, não foi localizado. O investigador Wagner de Lima foi afastado do cargo e proibido de manter contato com investigados e testemunhas. Lima não foi alvo de prisão.
Os outros presos são o advogado Sidiclei Almeida e o empresário Jonathan Vieira.
Foram cumpridos 18 ordens judiciais de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Delegacias foram alvo das buscas realizadas por promotores e policiais da Corregedoria. Entre elas está delegacias em Cotia e Embu das Artes.
A Vara Regional de Garantias de Osasco também determinou o sequestro e o bloqueio de bens no valor total de até R$ 4 milhões.



