Shunga: arte japonesa erótica do século 17 retrata sexo explícito

A corrente, derivada da clássica Ukiyo-e, traz pessoas comuns em atos sexuais e tem ganhado espaço na arte atual

atualizado 21/12/2019 17:20

Hoje em dia é comum encontrar artistas que utilizam seus perfis no Instagram para divulgar obras que retratam a sexualidade humana. Com diversos temas e técnicas, em tempos de incentivo ao autoconhecimento sexual as ilustrações são bastante consumidas pelo público.

O que muita gente não sabe é que a arte erótica tem vez desde o século 17. A Shunga foi uma vertente artística japonesa de xilogravura e pintura, derivada da corrente Ukiyo-e, que abordava o sexo de forma explícita.

As peças retratavam momentos sexuais de pessoas comuns e muitas vezes trazia tabus, como a homossexualidade, sexo grupal e masturbação. Outra característica marcante das obras era que, na maioria das vezes, as pessoas estavam vestidas, o que servia para dar valor estéticos às obras e também definir os personagens.

Por muito tempo a Shunga foi considerada uma “pornografia medieval”, o que a suprimiu e a levou ao esquecimento temporário. Mas no século 21 a vertente voltou a ser divulgada, inclusive no livro Shunga: Sex and Pleasure in Japanese Art, que foi lançado em 2013 e reúne em torno de 170 obras produzidas entre os anos de 1600 e 1900 no Japão, Europa e Estados Unidos.

0
Shunga no Instagram

Alguns artistas da atualidade têm resgatado a estética shunga para suas ilustrações e as divulgam nos perfis do Instagram. Há, inclusive, tatuadores especializados na temática. Katt Naif, que acumula 1,407 seguidores em sua página, utiliza referências da arte shunga para criar ilustrações eróticas que valorizam a sexualidade feminina.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por KATT NAIF (@katt_naif) em

A página Shunga Brush, da artista Anna Sandberg, conta com obras que seguem a mesma linha da arte shunga original – casais ou grupos de pessoas comuns em atos sexuais explícitos. Em todos eles, os pêlos pubianos também são trazidos de forma natural. Anna também é tatuadora, e leva muitos traços da arte japonesa para seu trabalho.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por Shunga Brush (@shunga_brush) em

O artista Senju (@senjushunga), utiliza a estética shunga para produzir obras que retratam a figura feminina e o sexo entre casais. Além disso, o autor assina obras que exaltam, especificamente, as genitálias feminina e masculina. Senju é casado com Anna Sandberg – a tatuadora e também artista shunga.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por Senju Shunga (@senjushunga) em

Últimas notícias