Games eróticos: transar com o console é o futuro do sexo?

Indústria dos games explora sexo e nudez há tempos, mas com tecnologia, experiências ficam cada vez mais reais. Confira jogos com a temática

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atualizado 22/10/2019 23:52

A tecnologia tem mudado as relações humanas significativamente. Ainda não é possível prever os efeitos, a longo prazo, da oferta e demanda infinita por softwares, aplicativos e recursos de realidade virtual. No entanto, não é difícil imaginar que eles estarão cada vez mais presentes, afetando nossa forma de interagir, inclusive sexualmente.

Ao seu estilo, a quinta temporada de Black Mirror estreou com episódio que aborda justamente o uso do erotismo e da realidade virtual em videogames. Striking Vipers conta a história de dois amigos que se reaproximam por meio de um game de realidade virtual, que possibilita interações sexuais entre os jogadores. O enredo distópico culmina em crises existenciais e no congelamento das relações de ambos os personagens. Além disso levanta a polêmica: estaríamos tão longe de experimentar narrativas como a apresentada no episódio?

Pelo visto não. O projeto mais ambicioso da indústria de tecnologia do sexo está chegando e já é um sucesso de crowdfunding. O Virtual Mate é o “primeiro sistema de intimidade virtual” que combina  jogo adulto e realista a capa de masturbação avançada com sensor.

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Striking Vipers, episódio de Black Mirror, aborda tabus relacionados ao sexo, à tecnologia e à homossexualidade
Sexo virtual e hiper-realista

A combinação de software e hardware inteligente tem como núcleo o Core, um masturbador sem fio habilitado para Bluetooth. O equipamento conta com rastreamento de movimento em tempo real e um sensor interno incrivelmente sensível para dar feedbacks ao game.

A modelo base do jogo, “Shelia” é branca, peituda, e sempre pronta para realizar as fantasias sexuais dos seus usuários. Ela vem com um banco de dados de animações criadas a partir da captura de movimentos e responde organicamente aos gestos dos usuários. Resumindo: os jogadores ligam o Core, encaixam o pênis e os acariciam enquanto uma modelo 3D realista responde.

Com previsão de chegada ao mercado em 2020 e custo médio de US$ 500, seus desenvolvedores estão confiáveis no sucesso de vendas. Sobretudo após a empresa oferecer US$ 1 milhão a Kim Kardashian para usar sua imagem no game. O convite ficou sem resposta, mas a jogada de marketing popularizou o produto e aumentou significativamente sua lista de espera.

 

Novidade?

Se um game com pornografia e objetificação de corpos é um prato cheio para polêmicas? Sem dúvidas! Mas fato é que a indústria dos games poucas vezes se submeteu ao politicamente correto.  Um dos motivos pelo qual o passatempo continua sendo alvo de  críticas, ao mesmo tempo em que mantém público fiel e sobrevive por gerações.

Para se ter ideia, um dos primeiros games eróticos de sucesso surgiu há 37 anos. Batizado de “Softporn Adventure”, o jogo era uma aventura em forma de texto, em que era necessário ler o que estava acontecendo e decidir os próximos passos da história escrevendo frases ou palavras.

O objetivo era seduzir três mulheres e se esquivar de perigos como morrer atropelado por um dançarino em uma discoteca. De acordo com a revista Time em 1981, o game produzido para os computadores Apple II, Atari 8-bit e PCs com DOS, vendeu cerca de 4 mil cópias em poucas semanas.

Tabus à parte – ou abordados em uma próxima coluna – preparamos uma lista com 6 jogos recheados de sexo explícito (alguns com comandos interativos) para provar que a tendência de misturar game e sexo não é tão futurista assim. Confira:

 

 

 

SOBRE O AUTOR
Ranyelle Andrade

Jornalista formada pela Universidade Estácio de Sá de Brasília. Antes do Metrópoles, trabalhou na redação do Clica Brasília. Foi assessora de imprensa do Iguatemi Brasília e do Restaurante Gero, do Grupo Fasano, além de ter integrado a equipe de jornalismo do Ministério do Desenvolvimento Agrário e coordenado a comunicação da Federação Nacional dos Policiais Federais.

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