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A dieta low carb tem sido muito comentada nas redes sociais, mas a maioria das pessoas ainda não faz ideia de como ela funciona. Há quem acredite que este tipo de alimentação consiste em “zerar carboidratos”, comer bacon e encher o café de gordura. Mas não é bem assim.

“A nutrição usa essa técnica desde o século 19 e ao longo do tempo virou uma estratégia específica para tratar obesidade”, explica a nutricionista Ligia Carneiro Moll. A dieta se resume em evitar grãos — mesmo os integrais –, pães, massas e bolos e usar como base da alimentação, os vegetais. Cerca de 70% da alimentação é de vegetais. E o restante é de oleaginosas, azeite de oliva, frutas e gordura natural dos alimentos, como carne de animais, ovos, queijos e manteiga.

É importante ressaltar que esta estratégia não é uma suplementação de gordura, tem como objetivo valorizar os nutrientes naturais dos alimentos."
aponta Ligia Carneiro Moll

Segundo a nutricionista, a low carb não deve ser feita indiscriminadamente. É indicada para quem tem como foco emagrecer e também para tratar de diabetes, esteatose, dislipidemias, resistência a insulina e sí­ndrome metabólica.

Resumindo: esse tipo de dieta consiste em diminuir o teor de carboidratos presente na alimentação diária, induzindo o corpo a uma adaptação, para que então “gire a chavinha” e utilize a gordura como sua principal fonte de energia.

“Com um consumo adequado de proteí­nas e gorduras, a tendência é que ocorra uma diminuição na fome devido à constância que a insulina irá se manter”, avalia Ligia.  É uma estratégia para um determinado momento ou circunstância, que deve ser totalmente individualizada e ser muito bem orientada por um nutricionista.

Quando bem aplicada, pode ser seguida sem dificuldades até que se atinja o resultado almejado. Na sequência, a reintrodução do que foi retirado pode acontecer gradualmente.

“Mesmo com os incansáveis estudos de nível de evidências impecável provando o contrário, hoje a teoria de que a gordura natural dos alimentos não é prejudicial à saúde ainda encontra resistência”, avalia a nutricionista. Deixar de consumir gordura é uma prática arriscada. A compensação é clara: sempre que algo deixa de ser ingerido, outra coisa tem que entrar no lugar.

 

 



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