Leo Dias

“Tenho curtido demais”, diz Regina Volpato sobre viralizar na internet

Apresentadora também relembrou a transição do jornalismo tradicional para o popular e falou sobre rivalidade feminina

atualizado

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Regina Volpato
1 de 1 Regina Volpato - Foto: Instagram/Divulgação

Desde o começo dos anos 2000, Regina Volpato é uma das personalidades mais marcantes das tardes da TV brasileira. A atual apresentadora do programa Mulheres, da TV Gazeta, cativou um público ao longo dos anos e agora também tem chamado atenção da internet ao estrelar vídeos que viralizam nas redes sociais. Um deles foi de um momento em que ela se emociona ao abraçar uma convidada depois de bastante tempo. As duas tiveram que ficar separadas por uma proteção de plástico em razão da pandemia da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Recentemente, um vídeo de 2018 em que Regina reclama de um fogão cooktop ao vivo também divertiu a web. Ela diz que não teria o modelo em casa, mas, depois de algum tempo, tentou consertar. “É porque é muito chique, né? Se eu pudesse eu teria esse fogão, falando sério”, afirmou.

A jornalista tem se divertido com o sucesso dos conteúdos, mas não sabe o motivo da repercussão. “Eu tenho curtido demais. Tenho me divertido e me sentido abraçada pelo público. Eu posso arriscar alguns palpites… são situações espontâneas, verdadeiras e que realmente têm afeto. Pode ser também que as pessoas estejam voltando os olhos para o meu trabalho”, disse.

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A apresentadora é bem ativa nas redes sociais e durante a quarentena criou um quadro no Instagram chamado Tinderzão da Regina, onde dá dicas de relacionamento e promove encontros virtuais durante uma live. “Fico feliz de ver que as pessoas entraram na brincadeira. Já foram formados grupos de WhastApp por conta do Tinderzão. As pessoas combinam de se encontrar pela diversão, pela alegria, pela descontração. Casais já foram formados!”, afirma.

Segundo Regina, esse contato mais direto com o público a inspira e serve de instrumento para o exercício da profissão. “Me dá traquejo para sair das situações, inclusive das mais desafiadoras, que acabam virando meme. É um material que me alimenta. Além da farra e da zoação, há histórias humanas muito cruas. A última pessoa que entrou no Tinderzão era uma trans cadeirante que trabalhava com moda inclusiva. Foi uma onda de amor e alegria”, relembrou a jornalista.

Trajetória

Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP), Regina Volpato confessa que a escolha não foi planejada. “Eu entrei na universidade por exclusão. Não venho de uma família abastada. Fiz uma única inscrição da Fuvest (vestibular da USP) porque o custo pesava no orçamento familiar. Até hoje me pergunto como passei”, contou. A relação com as câmeras começou ainda na faculdade. Não na carreira jornalística, mas como modelo. “Precisava de dinheiro. Aí que eu comecei a fazer teste para a televisão [para modelo]. Nossa, era um horror! Não conseguia dar texto, fui recusada em infinitos comerciais. Mas isso me trouxe o contato com a câmera quase que diário”, contou.

Apesar de muita gente se recordar de Regina Volpato no horário vespertino do SBT, na condução do Casos de Família em 2004, o começo da profissão foi no jornalismo diário da BandNews, canal que ajudou a fundar. Com o tempo, o formato factual acabou pesando.“Eu me sentia portadora das más notícias. Era um envolvimento emocional que estava me consumindo”, comentou.

Nesse meio tempo, surgiu a oportunidade de fazer o teste para um projeto do SBT. Na elaboração do Casos de Família, uma equipe do Peru veio ao Brasil para acompanhar os detalhes. Regina lembra que “eles queriam alguém com o meu perfil. Tinha que ser jornalista e ter essa experiência, aí fui aprovada. Foi maravilhoso! Eu amei fazer o Casos de Família”.

Regina Volpato
Regina Volpato na TV Gazeta

Sair do jornalismo tradicional para apresentar um programa popular foi uma decisão bastante criticada pelos amigos e colegas. “Reagiram muito mal, eles achavam um absurdo eu sair de um canal conceituado, elegante e que tem um jornalismo puro como o BandNews e ir para um programa de esculacho, popular, no SBT e à tarde… onde já se viu? Apoio zero. Mas eu estava tão feliz que não dei confiança. Foi uma escola para minha vida”, enfatizou a jornalista.

Outra realidade

Durante os anos em que ficou à frente do programa, Regina conta que teve contato com um Brasil que vemos hoje escancarado nas redes sociais e nos noticiários. “Foi a primeira vez que eu percebi que a lei não era para todos. Essa realidade tão dura, tão desigual e desonesta às vezes tinha nome, sobrenome, cara, voz. E, surpreendentemente, tratavam-se de conflitos comuns a todos nós”, disse.

Com uma carreira consolidada de três décadas e dona de uma simpatia sempre comentada nas redes sociais, a apresentadora do Mulheres não está imune aos boatos que promovem a rivalidade feminina. O mais recente foi sobre Claudete Troiano ter procurado TV Gazeta para pedir o lugar de Regina no comando do programa.

“Eles adoram dizer que fulana puxou o tapete de ciclana, mas quem faz a substituições são os chefes, o conselho artístico do canal. Estou dizendo isso por conta de um boato inventado envolvendo o nome da Claudete e o meu. Uma situação totalmente sem cabimento. Ainda que a Claudete tivesse procurado emprego na Gazeta, porque é legítimo, mas não fez”, esclareceu.

Ela ainda diz que lida de forma serena com boatos e mentiras. “Se eu posso, eu procuro a pessoa do jeito mais desarmado possível e converso sem o menor constrangimento”, garantiu. Para a jornalista, as mulheres estão cada vez mais antenadas e se posicionando em determinadas situações.

“Nós mulheres estamos espertíssimas com isso, já entendemos que essa não é uma lógica verdadeira. Eu acho que essa é uma lógica do homem, branco, hétero-cis. Não estou dizendo que são os homens que fazem isso. É esse pensamento compulsório que faz com que a gente olhe uma coisa e tenha um julgamento torto, preconceituoso”, finalizou.

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