Setor de eventos busca aprovar projeto de lei para dar início à recuperação

Nessa quarta-feira (13/1), o presidente da ABRAPE, Doreni Caramori Júnior, esteve em Brasília para conversar com deputados

atualizado 14/01/2021 11:15

Enquanto a pandemia do Covid-19 impede que os eventos voltem à normalidade, o setor sofre com o endividamento e 450 mil empregos afetados. Para dar início à recuperação, a Associação Brasileira de Promotores de Eventos (ABRAPE) tenta aprovar no Congresso Nacional o Projeto de Lei que cria o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE).

Nessa quarta-feira (13/1), o presidente da ABRAPE, Doreni Caramori Júnior, esteve em Brasília para conversar com parlamentares. “As propostas apresentadas são sobre a sustentabilidade do setor durante o fim da pandemia e a retomada das atividades. Em um bloco inicial, são recursos — a fundo perdido ou financiamento em condições viáveis — para pagar nossas despesas, especialmente, a folha de pagamento”, explicou ele para a coluna.

O segundo bloco é pela extensão das medidas que foram feitas pelo governo em 2020, mas que não podem ser extintas ainda para o setor de eventos, que não voltou a operar. É o caso da política para devolução de ingresso e da questão da suspensão e redução do contrato de trabalho, que, em tese, se findariam em 31 de dezembro de 2020. A gente precisa que se estenda porque os eventos ainda não puderam voltar a acontecer”, disse Camaroni.

“No terceiro bloco, a gente pede isenção fiscal durante o período de retomada, para que a gente consiga construir margem para o setor devolver tudo o que captou e todo o endividamento que criou durante o período em que ficou paralisado. Basicamente, o que a gente tenta com isso é não gerar a mortalidade do setor de eventos, especialmente, para as vagas de empregos, para a atividade das empresas e a massa tributária que isso gera”, completou o presidente da associação.

Segundo Doremi, os deputados foram sensíveis às propostas. “Já existe um requerimento de urgência para a tramitação desse projeto de lei, que foi assinado por 440 parlamentares, que é um número bastante relevante e mostra a relevância do tema. Nossa expectativa é que essa urgência seja votada tão logo as atividades do congresso voltem. E a partir daí, a gente consiga tramitar esse programa o mais rápido possível”.

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