“Meu nome vem antes do sobrenome”, diz filho roqueiro de Chitãozinho

Allison Lima, conhecido no ramo musical como Davie, conta com apoio do pai em sua carreira longe do sertanejo

atualizado 13/07/2020 8:24

Quando imaginamos a família de Chitãozinho, pensamos em todos cantando sertanejo raiz, tocando viola na fazenda. Mas não é bem assim. Allison Lima não segue a linha da família, pelo menos no estilo musical. Aliás, ele agora embarca em novo projeto e assina a nova fase de sua carreira como Davie.

“Comecei a tocar na noite com 18 anos, mas só gravei o meu primeiro disco com 21. Canto Folk, Indie e Pop. Gosto de tocar guitarra e violão. Mudei de nome artístico agora e essa mudança veio para me dar uma liberdade musical onde eu posso navegar por estilos diferentes. Davie é um resumo de tudo que eu vivi até hoje. Mas não me vejo como ovelha negra da família. Minha família é repleta de músicos bons, e se eu gosto de rock foi meu pai quem me ensinou. Além disso, meu pai gosta de música boa, bem produzida, com boas ideias, ele tem uma cabeça bem aberta para música, então posso dizer que ele gosta de tudo. Já fomos juntos em shows de Iron Maiden a Rod Stewart, e ele curtiu tanto quanto eu”, disse.

0

Davie também tem outro gosto musical que foge do sertanejo. Ele é casado com Àisa, uma DJ bem conhecida no mundo eletrônico: “Antes de conviver com ela, eu não conhecia o suficiente para gostar, mas ela abriu minha cabeça para esse universo, me mostrou a parte orgânica na música eletrônica e isso me fez gostar e até curtir o estilo”.

Apesar de escutar as músicas do pai e do tio Xororó nos churrascos em casa e de ter amigos no meio, ele não pensa em fazer show sertanejo. “Na live do BBQ Mix, fiz uma participação com Edson e Udson e foi uma honra cantar ao lado deles. Mas dificilmente faria um show sertanejo, por mais incrível que pareça, é um estilo musical que não tenho facilidade alguma de cantar e tocar”, declarou.

Sobre se o fato de ser filho de Chitãozinho ajuda ou atrapalha, o cantor diz que às vezes sim e outras não, e que independentemente do que ele escolher, o pai o apoia em tudo. “Depende do ponto de vista, é preciso saber dosar tudo, nada é 100% positivo ou negativo. Uma coisa que sempre digo é que meu nome vem antes do meu sobrenome. Mas meu pai me apoia em todas as minhas decisões. Sem dúvida é o cara que mais tenho liberdade de conversar sobre os meus próximos passos, quem mais me dá bons conselhos e me ajuda a encarar minhas novas ideias. Agora, estou em fase de produção, e será lançado um novo material em breve”, concluiu.

Últimas notícias