STF: facção dos 6 torna a emenda da impunidade pior que o soneto

Nem vale a pena citar os nomes dos ministros, pois ali é tudo mais ou menos pinga da mesma pipa, e quem fala sobre um fala sobre todos

Vinícius Santa Rosa/ MetrópolesVinícius Santa Rosa/ Metrópoles

atualizado 13/11/2019 8:49

Um dos ministros que fazem parte da “facção dos seis” no STF – nem vale a pena citar o nome do cidadão, pois ali é tudo mais ou menos pinga da mesma pipa, e quem fala sobre um fala sobre todos – gastou muito palavrório, na semana passada, para dizer que sua decisão em favor de tirar Lula da cadeia não foi, na verdade, um decisão para tirar Lula da cadeia.

Imaginem só – que absurdo alguém pensar numa coisa dessas. Ele votou contra a possibilidade de prender criminosos condenados em segunda instância “por princípio”, ou em “abstrato”. É um clássico, em matéria de emenda pior que o soneto.

Outro dos “seis” veio com o mesmo tipo de contrafação. O argumento de Sua Majestade é que ela havia se pronunciado contra a prisão em segunda instância, uns tantos meses antes de Lula ser preso. Logo, segundo o ministro quer que as pessoas acreditem, uma coisa não tem nada a ver com a outra.

É falso, porque até a estátua da Justiça cega do STF sabia perfeitamente bem que a batata de Lula estava assando àquela altura, e que mais cedo ou mais tarde ele iria acabar trancado numa cela. É também inútil, como demonstração de “independência”, ou de “boa fé”.

Se o ministro diz que “sempre foi” a favor da prisão apenas após o “trânsito em julgado”, isso só quer dizer que ele sempre foi a favor da impunidade para os peixes graúdos, que podem gastar milhões para ficar se defendendo na Justiça pelo resto da vida.

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