Queda nos homicídios é seguida de silêncio dos “direitos humanos”

O número confirma o resultado obtido no primeiro semestre e deixa claro que o avanço é seguro, constante e altamente expressivo

Jasmin Merdan/GettyJasmin Merdan/Getty

atualizado 26/11/2019 14:54

Foram divulgadas as últimas cifras e a tendência observada desde janeiro recebeu mais uma confirmação: o número de homicídios continua a cair no Brasil.

Fechada a computação dos dados de setembro, verificou-se que houve 22% a menos de assassinatos no país nos nove primeiros meses de 2019 do que no mesmo período do ano passado, que fechou com cerca de 60.000 mortos e “em viés de alta”, como se diz.

O número confirma o resultado obtido no primeiro semestre e deixa claro que o avanço é seguro, constante e altamente expressivo. Ter 22% de homicídios a menos significa, simplesmente, que uma pessoa em cinco deixou de ser assassinada no Brasil entre janeiro e setembro. Comparando com 2018, segundo os cálculos do Ministério da Justiça, foram poupadas 8.663 vidas nesse período.

O progresso, aí, finalmente inverte a tendência monstruosa das últimas décadas, com o aumento sem controle dos homicídios – este sim, o verdadeiro holocausto do Brasil no século XXI.

Deveria ser uma notícia boa, não é mesmo? Não para os “movimentos de direitos humanos” em geral – eles tentam provar todos os dias que é “a polícia desse governo”, e não os criminosos, a grande responsável pelo crime violento no Brasil.

Porque, então, os homicídios estão em queda livre? Uma das figuras com mais cartaz nesse pesqueiro veio com a seguinte explicação: foi por causa do “Estatuto do Desarmamento”. Porque não dizer, então, que a causa real da queda foi o aquecimento na calota polar, ou a extinção das girafas na Amazônia? Mudaria o disco, pelo menos.

SOBRE O AUTOR
J.R Guzzo

É jornalista e colunista do Metrópoles. Na década de 1960, foi subsecretário da edição paulista do jornal Última Hora. Entrou na Editora Abril em 1968 e dirigiu o mais importante título do grupo, a Veja, entre os anos 1976 e 1991, tendo ainda atuado no Conselho Editorial da Abril. Escreveu uma coluna na revista até 2019.

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