Já pensou em quem são as pessoas que odeiam Moro? Dá vergonha

O centro da questão é que a maioria dos adversários de Moro tem motivos muito ruins para as suas críticas

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 18/11/2019 9:11

Será que existe no Brasil gente honesta, decente e bem-intencionada que é contra o ministro Sergio Moro, reprova a sua conduta na Operação Lava Jato ou simplesmente não gosta do seu feitio?

Existir até que existe – embora, em geral, sejam pessoas que raramente aparecem na mídia, façam discursos em público e ocupem cargos oficiais. Trata-se, quase sempre, de cidadãos privados, ocupados em cuidar da própria vida e que criticam o ministro porque têm opiniões, e não porque têm interesses.

O centro da questão, no caso, é que a maioria dos adversários de Moro não é assim. São inimigos, têm motivos muito ruins para as suas críticas e acabam apenas mostrando uma carteirinha de “tipo suspeito” quando atacam o ministro. O que conseguiram, com o tempo, foi criar mais uma divisão no Brasil. O sujeito é a favor de Moro? Então deve ser um bom cidadão. É contra? Então não pode ser, no fundo, nada que preste.

A lista do “Mata Moro”, de fato, é composta por muito do que existe de menos atraente, hoje em dia, na sociedade brasileira. Estão ali “Os Seis” da facção pró-crime do STF. Está a OAB, um grupo de militância política que não representa os 800.000, ou mais, advogados brasileiros e que escolhe as suas diretorias através de um sistema de eleições que até Fidel Castro teria vergonha de propor. Está o PCC, claro – é um dos cabeças-de-chave no campeonato anti-Moro. Estão os empreiteiros de obra, em peso, os empresários-piratas, os ladrões “top de linha” do Oiapoque ao Chuí.

Está, obviamente, o PT inteirinho, com todos os seus vassalos dos outros partidos “de esquerda”. Estão os corruptos presos, os corruptos soltos que têm medo do camburão da Federal e os corruptos dos quais ninguém fala, por não se saber o que fazem – mas que sabem muito bem, eles próprios, o que fizeram. Estão todos os políticos e grandes figuras da República que se declaram contra a corrupção – “mas não desse jeito”. Do ministro Gilmar Mendes, então, nem é preciso falar nada, porque sobre Moro ele já falou tudo.

A lista está incompleta? Com certeza. Fique à vontade para fazer a sua.

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