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O ministro Alexandre de Moraes determinou, na terça-feira (6/3), a inclusão na pauta da Ação Penal 883, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). O processo tem como réu o deputado federal Izalci Lucas (PSDB-DF), acusado de cometer crimes contra a fé eleitoral e falsidade ideológica.

Na ação, o Ministério Público Federal (MPF) alega que o tucano omitiu, na prestação de contas apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF), informações da campanha eleitoral de 2006. O MPF diz que Izalci declarou ter recebido R$ 150 mil da empresa Sapiens Tecnologia da Informação Ltda. quando disputava a eleição para deputado federal.

A denúncia que tramita no STF justifica a acusação ao registrar que, durante mandado de busca e apreensão, “foram arrecadados na sede da referida empresa documentos que comprovam a doação de R$ 450 mil ao denunciante”. O Ministério Público relaciona os cheques supostamente direcionados ao deputado federal.

Apesar da determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes, ainda não há data para o julgamento.

“Denúncia inconsistente”
Para o Metrópoles, o deputado federal Izalci Lucas explicou que partiu dele o pedido para que a ação – classificada pelo tucano como “inconsistente” – fosse analisada pelo Supremo antes do processo eleitoral, o que o beneficia caso seja inocentado pela Corte.

“Para mim, é um processo muito claro. O MP teve todas as oportunidades para apresentar as provas que teria contra mim e não mostrou nenhuma, mesmo porque elas não existem. Na ação, todos os depoimentos foram colhidos de pessoas ligadas à empresa, e todos foram unânimes em negar qualquer participação minha. Esse processo corre há 11 anos, não aguento mais. Agora é o melhor momento para demonstrar minha inocência e colocar logo um fim nessa história”, disse o parlamentar à coluna.



 


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