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O ex-deputado distrital Paulo Roriz ingressou com nova petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nessa sexta-feira (6/7), para cobrar da presidente da corte, ministra Rosa Weber, a redistribuição do mandado de segurança com pedido de liminar. O documento pede que a magistrada obrigue o atual comando do PSDB do Distrito Federal a convocar eleições do diretório regional.

O autor havia protocolado a primeira peça no dia 13 de junho, porém, devido ao atraso na decisão, o novo instrumento requer que a magistrada defina a questão. Desde sexta-feira (6), o TSE entrou em recesso e, por isso, questões emergenciais passam a ser analisadas em regime de plantão, diretamente pelo comando da corte.

À época, o deputado federal Izalci Lucas declarou à coluna que a estratégia do correligionário é novato no partido e tenta desestabilizar a possível candidatura dele ao Governo do Distrito Federal. Segundo o tucano, o adversário estaria “a mando” de forças políticas com intuito de enfraquecer o PSDB.

Neste sábado (7/7), o tucano acrescentou que houve mudança no entendimento do TSE acerca das executivas provisórias dos partidos. Segundo ele, a corte entendeu que era necessário prorrogar para 180 dias os mandatos dos presidentes regionais das siglas para não causar instabilidade jurídica durante o processo eleitoral.

“Com essa decisão, o mérito desse questionamento acaba. O tribunal decidiu desta forma justamente para evitar esses tipos de questionamentos, o que prejudica as candidaturas. Estamos legitimados a permanecer no comando do PSDB até o fim de dezembro para, em janeiro do ano que vem, passarmos a discutir o processo democrático interno”, explicou.

Estatuto
Procurado pela coluna, Paulo Roriz reconheceu estar no tucanato desde 2014, mas rechaçou os ataques do adversário. “Não vou ficar nesse embate porque não vale a pena. Posso não ser histórico na legenda, mas isso não me impede de recorrer ao cumprimento do nosso estatuto”, disse.

Segundo o desafeto de Izalci, o pedido à Justiça se faz necessário, já que – segundo ele – o diretório local não convoca eleições há sete anos. “Por que então não ele não convoca o pleito para que haja uma disputa democrática e os filiados decidam se querem ou não renovação? Nosso partido está cada vez mais enfraquecido e isso se dá simplesmente pela falta de habilidade de Izalci em dialogar com o divergente”, declarou.



 


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