Ibaneis descarta medidas drásticas contra servidor para driblar crise

Segundo governador, contas locais são monitoradas diariamente: "Não podemos prejudicar a vida das pessoas", disse

Caio Barbieri / MetrópolesCaio Barbieri / Metrópoles

atualizado 31/08/2019 19:28

O governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), descartou, neste sábado (31/08/2019), adotar medidas consideradas drásticas para garantir o pagamento da folha de servidores do Governo do Distrito Federal (GDF). O posicionamento ocorre após a área federal sinalizar que estuda reduzir salários e jornadas de trabalho dos funcionários públicos e congelar progressões nas carreiras como forma de diminuir gastos com pessoal.

“No que pese toda a crise pela qual estamos passando, nós ainda temos uma situação de equilíbrio das contas. Estamos mais confortáveis do que a União no que diz respeito a servidores. Então, não tenho pretensão, neste momento, de adotar esse tipo de medida na cidade”, disse o emedebista ao Metrópoles, durante visita à Festa do Morango, em Brazlândia.

O titular do Palácio do Buriti afirmou ainda que tem orientado a equipe econômica para que monitore de perto a movimentação de recursos dos cofres públicos locais. Para Ibaneis, o controle traz maior segurança e possibilita evitar penalidades mais severas ao quadro funcional do GDF.

“A gente precisa tomar muito cuidado para não prejudicar a vida das pessoas, ainda mais se tratando de servidores públicos, que já há algum tempo não têm reajuste e vêm passando por algumas dificuldades. O momento é de equilibrar as contas”, frisou.

Festa do morango

Ibaneis Rocha conversou com a reportagem durante a visita que fez, na manhã deste sábado, à Festa do Morango, tradicional evento anual que ocorre em Brazlândia, cidade reconhecida como referência na produção da fruta.

As comemorações, que começaram na sexta, encerram em 8 de setembro e a estimativa de público durante os seis dias de programação é de 90 mil pessoas. A entrada é gratuita.

Durante a passagem pelo local, o chefe do Executivo local visitou estandes, ouviu demandas dos moradores e feirantes e, no final da agenda, assinou documento que garante a cessão das terras do evento para o Parque Agropecuário. O pedido era reivindicação antiga dos produtores rurais, que aguardavam o trâmite processual para que o espaço possa receber benfeitorias estruturais, como instalações físicas definitivas.

SOBRE O AUTOR
Caio Barbieri

Cursou jornalismo no Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Passou pelas redações do Correio Braziliense, Agência Brasil, Rádio Nacional e foi editor-adjunto da Tribuna do Brasil. Ocupou a assessoria especial no Ministério da Transparência e foi secretário-adjunto de Comunicação do GDF. Chefiou o relacionamento com a imprensa na Casa Civil, Vice-Governadoria, Secretaria de Habitação e na Secretaria de Turismo do DF. Fez consultoria para vários partidos, entidades sindicais e políticos da Câmara Legislativa e do Congresso Nacional. Assina a coluna Janela Indiscreta do Metrópoles e cobre os bastidores do poder em Brasília.

Últimas notícias