Grass e Lucy criticam decreto de Ibaneis na Saúde: “Mais do mesmo”

Os dois deputados distritais alertaram que a medida foi igual à de outros governantes, a qual não resultou em avanços na área

Suzano Almeida/MetrópolesSuzano Almeida/Metrópoles

atualizado 07/01/2019 16:17

A assinatura pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), nesta segunda-feira (7/1), do decreto que estabelece o estado de emergência na Saúde repercutiu na Câmara Legislativa (CLDF). Embora a Casa esteja de recesso, dois deputados distritais manifestaram descontentamento com a iniciativa.

“Hoje, foi assinado decreto estabelecendo situação de emergência na Saúde do DF. Na prática, isso vai permitir que a Secretaria de Saúde compre sem licitação, medida muito usada por governos anteriores e muito questionada por Tribunais de Contas. Resumidamente, mais do mesmo”, declarou a deputada Júlia Lucy (Novo) pelo Twitter.

Outro distrital que desconfia da medida adotada pelo governo local é Leandro Grass (Rede). “É fato que a Saúde está um caos. Porém, em situações como essa, o governo fica dispensado de fazer licitações. É importante que todo esse processo seja fiscalizado pelo Legislativo e pelos órgãos de controle. Mas, acima de tudo, pela sociedade”, escreveu no microblog.

Relatório
Na manhã desta segunda-feira (7/1), Ibaneis assinou o ato após relatório da Secretaria de Saúde. “Por que mais um decreto? Todos os governos fizeram isso, mas não conseguiram dar continuidade”, explicou o emedebista durante solenidade promovida nesta manhã, no Instituto Hospital de Base (IHB).

Relatório divulgado pelo Metrópoles revela o caos em 12 hospitais públicos e em seis unidades de pronto-atendimento (UPAs). Recheado de fotos e descrições sobre as condições prediais, materiais, de manutenção, além do quadro deficitário de profissionais, o documento que embasou a decisão de Ibaneis aponta problemas que reduzem a capacidade e a qualidade de atendimento.

SOBRE O AUTOR
Caio Barbieri

Cursou jornalismo no Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Passou pelas redações do Correio Braziliense, Agência Brasil, Rádio Nacional e foi editor-adjunto da Tribuna do Brasil. Ocupou a assessoria especial no Ministério da Transparência e foi secretário-adjunto de Comunicação do GDF. Chefiou o relacionamento com a imprensa na Casa Civil, Vice-Governadoria, Secretaria de Habitação e na Secretaria de Turismo do DF. Fez consultoria para vários partidos, entidades sindicais e políticos da Câmara Legislativa e do Congresso Nacional. Assina a coluna Janela Indiscreta do Metrópoles e cobre os bastidores do poder em Brasília.

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