Declaração de Ibaneis sobre fechar DFTrans causa reação em servidores

De acordo com a Assetransp, que defende os funcionários da autarquia, dos 325 cargos previstos em lei, apenas 159 estão preenchidos

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 08/04/2019 18:51

Após declaração do governador Ibaneis Rocha (MDB) nesta segunda-feira (8/4) de que pretende fechar o Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), “uma central de corrupção”, a entidade que representa a categoria saiu em defesa dos trabalhadores.

Em nota oficial, a Associação dos Servidores da Carreira Atividades em Transportes Urbanos do Distrito Federal (Assetransp) afirmou que os funcionários da autarquia sempre defenderam as investigações e punições aos atos ilícitos praticados nela.

“Acreditamos, sim, que é preciso reformular a estrutura da instituição, mas sem penalizar os cerca de 159 servidores de carreira do DFTrans, que trabalham, incansavelmente, para prestar um serviço melhor à população. Mas que sofrem com um processo de esvaziamento e desvalorização históricos”, registrou a entidade.

De acordo com a Assetransp, dos 325 cargos previstos em lei, apenas 159 estão preenchidos “para cuidar do transporte público coletivo, que possui cerca de 30 milhões de acessos por mês”. A associação defende o fortalecimento da entidade gestora, além de uma maior autonomia para aqueles que estão à frente da instituição. “Cremos, assim, que podemos melhorar – e muito – o serviço prestado a toda a população do DF”, finalizou.

Entenda o caso
Na manhã desta segunda-feira (8), inúmeros passageiros que tentavam utilizar serviços de ônibus e metrô enfrentaram transtornos ao não conseguir utilizar os créditos do vale-transporte. Na hora em que passavam o cartão no validador, deparavam-se com a mensagem “saldo insuficiente”. O erro fez com que filas enormes se formassem nos pontos de embarque.

Em agenda ainda pela manhã, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), pediu desculpas e compreensão aos passageiros e disse que o sistema de bilhetagem vai passar para o Banco de Brasília (BRB). “Eu vou acabar com o DFTrans. Porque aquilo é um órgão que só tem dado trabalho à população, desrespeito. E é uma central de corrupção”, disparou.

SOBRE O AUTOR
Caio Barbieri

Cursou jornalismo no Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Passou pelas redações do Correio Braziliense, Agência Brasil, Rádio Nacional e foi editor-adjunto da Tribuna do Brasil. Ocupou a assessoria especial no Ministério da Transparência e foi secretário-adjunto de Comunicação do GDF. Chefiou o relacionamento com a imprensa na Casa Civil, Vice-Governadoria, Secretaria de Habitação e na Secretaria de Turismo do DF. Fez consultoria para vários partidos, entidades sindicais e políticos da Câmara Legislativa e do Congresso Nacional. Assina a coluna Janela Indiscreta do Metrópoles e cobre os bastidores do poder em Brasília.

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