Caesb e UnB vão investigar se novo coronavírus chegou ao esgoto do DF

De acordo com a Companhia de Saneamento, na próxima segunda-feira (03/05), as instituições tratarão do tema durante reunião on-line

A Caesb tem iniciativas de educação e esporte, como o Projeto GolfinhoMichael Melo/Metrópoles

atualizado 30/04/2020 18:54

A Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) e a Universidade de Brasília (UnB) vão investigar se a rede de esgoto do Distrito Federal foi infectada pelo novo coronavírus. Uma reunião virtual será realizada na próxima segunda-feira (03/05) para tratar da parceria.

Conforme explicou a companhia, a reunião foi solicitada pelo Departamento de Biologia Molecular e pelo Departamento de Engenharia Ambiental e Civil da instituição. “A proposta é que a Caesb monte um grupo para coletar amostras de esgoto nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) que serão analisados nos laboratórios da unidade de ensino”, ressaltou a companhia à coluna.

A informação sobre a presença ou não do coronavírus nos rejeitos de um local é usada para monitorar a contaminação da população: se ele aparece, é sinal de que o vírus está espalhado entre os moradores da região.

Apesar de a ciência ainda não ter certeza se é possível contrair o vírus pelo contato com o esgoto, a possível presença do vírus pode acender um alerta, já que alguns pacientes apresentam diarreia durante a infecção e, por isso, o coronavírus pode acabar na rede de esgoto.

A empresa informa que não iniciou o monitoramento específico sobre Covid-19 na rede de esgoto local porque a atribuição sobre virologia compete à Secretaria de Saúde.

Contudo, a Caesb aponta já existir parceria entre a estatal e outros órgãos públicos para coletas de outros componentes nas unidades de tratamento da companhia com objetivo de subsidiar outras pesquisas.

Para se ter ideia, a empresa já atua em conjunto para analisar a presença, por exemplo, de cólera e até de cocaína nas redes subterrâneas da capital federal.

Em nota, a UnB confirmou a existência de três projetos sobre monitoramento de esgoto, sendo dois deles específicos para Covid-19. “Os projetos foram submetidos às agências de fomento à pesquisa. Os pesquisadores disseram que a universidade tem a infraestrutura para fazer as análises, mas dependem de recursos para os reagentes. Eles estão empenhados em captar recursos e comprometidos”.

FioCruz

Na última terça-feira (30/04), a Fiocruz divulgou ter encontrado coronavírus em esgotos do estado do Rio de Janeiro. O Sars-CoV-2 foi detectado em Niterói, região metropolitana da capital fluminense.

Segundo os pesquisadores, embora o resultado acenda o sinal amarelo, é pouco provável que o Sars-CoV-2 sobreviva às condições ambientais dos rejeitos e consiga se replicar e infectar outras pessoas.

 

 

Últimas notícias