Após encontro com Ibaneis, presidente do TCU defende “diálogo” com GDF

José Múcio Monteiro tomou café da manhã nesta quarta-feira (28/08/2019) com o governador do DF para "selar a paz" depois de farpas

DIDA SAMPAIO/ESTADAODIDA SAMPAIO/ESTADAO

atualizado 28/08/2019 19:40

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro (foto em destaque), defendeu “diálogo” para resolver os impasses mantidos recentemente com o Governo do Distrito Federal (GDF). A manifestação ocorreu nesta quarta-feira (28/08/2019), logo após encontro entre o número 1 da Corte de Contas com o governador Ibaneis Rocha (MDB).

Os dois se reuniram 13 dias após o chefe do Executivo local criticar com veemência decisões do órgão fiscalizador sobre a utilização dos recursos do Fundo Constitucional do DF (FCDF) – a medida atingiu em cheio as finanças do Palácio do Buriti.

“No encontro com o governador do Distrito Federal, conversamos sobre a atuação do TCU no controle externo do uso de recursos do Fundo Constitucional do DF. Acreditamos que somente o diálogo entre as instituições pode levar a soluções que realmente atendam ao interesse da coletividade, respeitando o equilíbrio das finanças públicas e a legalidade do uso dos recursos da União”, pontuou José Múcio à coluna.

Discórdia

No último dia 15, o governador do DF chegou a dizer que “o Tribunal de Contas da União deveria tomar vergonha na cara e servir para alguma coisa que não seja atrapalhar a vida das pessoas… É um tribunal que não serve para nada, gasta bilhões e não serve para merda nenhuma”.

TCU rebateu. Em nota, informou que “trata com seriedade, transparência e observância à legislação todos os processos que julga. Exerce com zelo o papel de guardião dos recursos públicos, que lhe é atribuído pela Constituição Federal, e tem convicção de que cumpre o seu dever”.

O entreveiro se deu após a Corte de Contas decidir que recursos do FCDF não podem ser usados para pagar aposentadorias de ex-servidores do DF das áreas de Saúde e Educação.

SOBRE O AUTOR
Caio Barbieri

Cursou jornalismo no Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Passou pelas redações do Correio Braziliense, Agência Brasil, Rádio Nacional e foi editor-adjunto da Tribuna do Brasil. Ocupou a assessoria especial no Ministério da Transparência e foi secretário-adjunto de Comunicação do GDF. Chefiou o relacionamento com a imprensa na Casa Civil, Vice-Governadoria, Secretaria de Habitação e na Secretaria de Turismo do DF. Fez consultoria para vários partidos, entidades sindicais e políticos da Câmara Legislativa e do Congresso Nacional. Assina a coluna Janela Indiscreta do Metrópoles e cobre os bastidores do poder em Brasília.

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