Halima Aden posa com hijab e burkini para a revista Sports Illustrated

Muçulmana fez história ao ser a primeira modelo a aparecer coberta na edição de maiôs da publicação esportiva

atualizado 01/05/2019 17:17

Reprodução/Instagram/@halima

top model muçulmana Halima Aden fez história novamente, desta vez nas páginas da Sports Illustrated. De origem somali, ela é a primeira modelo a aparecer na edição de maiôs da publicação esportiva vestida com burkini e hijab.

Além de representar uma importante evolução na inclusão de pessoas que seguem o Islã, o novo shooting teve um significado especial para Halima. Fotografado por Yu Tsai, o ensaio aconteceu na praia de Watamu, no Quênia, local próximo ao campo de refugiados onde a modelo passou a infância.

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Em 2016, Halima Aden tornou-se a primeira concorrente do Miss Minnesota a usar hijab e burkini no concurso de beleza, chegando às semifinais da disputa. Desde então, com a visibilidade que ganhou na competição, a modelo viu sua carreira deslanchar.

Neste ano, ela foi convidada a ser uma das três modelos a estrelar uma edição especial da Vogue Arabia, que debateu os estereótipos muçulmanos na moda. Ao lado de Ikram Abdi Omar e Amina Adan, a somali-americana brilhou mais uma vez.

Reprodução/Vogue Arabia
Halima Aden, Ikram Abdi Omar e Amina Adan, para Vogue

 

Reprodução/Vogue Arabia
Halima na capa da Vogue Arabia, em 2017

 

O sucesso da modelo é significativo e memorável. “Eu incentivo as mulheres permanecendo fiel a mim mesma e encorajando-as a não terem medo de serem as primeiras. Se você não se vê representada em um determinado campo, assuma a responsabilidade de ser a escolhida”, disse Aden à CNN no Dia Internacional da Mulher, em 8 de março.

Steven Ferdman/WireImage/via Getty Images
Halima foi a primeira candidata a miss que usou um hijab – vestimenta de origem árabe tradicionalmente utilizada para cobrir o cabelo das mulheres muçulmanas

 

Agora, em mais uma aparição histórica na imprensa norte-americana, a modelo inicia um importante caminho rumo à representatividade de seu povo. “Crescendo nos Estados Unidos, nunca me senti representada, porque nunca consegui ler uma revista e ver uma garota que estava usando um hijab. Finalmente isso está mudando”, relembrou ela em um vídeo com registros dos bastidores da sessão de fotos.

Aden passou o início de sua infância no campo de refugiados de Kakuma, no Quênia, antes de se mudar com a família para os Estados Unidos, ainda criança. Durante seu mais recente ensaio, ela revisitou o país, onde, em clima nostálgico, relembrou o passado.

“Eu penso em minha filha. Na idade dela, eu estava perto daqui, em um campo de refugiados. Mas cresci, passei a viver o sonho americano e hoje posso voltar e fotografar nos lugares mais bonitos do Quênia. Não acho que seja uma história que alguém consiga imaginar”, destacou.

Melodie Jeng/Getty Images
A trajetória de Halima Aden não foi fácil: de origem somali, ela nasceu em um campo para refugiados no Quênia

 

Halima Aden também tem no currículo desfiles para estilistas e marcas importantes, como Max Mara, Kanye West, Philipp Plein e Alberta Ferretti. Tudo isso sem tirar o hijab, símbolo de sua religião.

Peter White/Getty Images
Halima Aden, neste ano, na passarela da Tommy Hilfiger

 

 

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Colaboraram Danillo Costa e Rebeca Ligabue

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