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Polícia investiga se Naja que picou estudante chegou ao DF dentro de mala

A autoria do tráfico do animal exótico também é objeto de apuração das autoridades. Universitário está internado em UTI em estado grave

atualizado

metropoles.com

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Autoridades policiais investigam se a cobra Naja kaouthia, considerada uma das serpentes mais venenosas do mundo, foi traficada até o Distrito Federal dentro de uma mala. A autoria do delito também é objeto de apuração da polícia. Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmku, de 22 anos, foi picado pelo animal na terça-feira (7/7). Segundo o Ibama, o rapaz não tinha permissão para criar o réptil em ambiente domiciliar.

Policiais civis e agentes do Ibama realizaram, nessa quarta-feira (8/7), buscas em endereços ligados ao universitário na tentativa de localizar e apreender a serpente. Em um prédio no Guará, gaiolas onde ficam camundongos usados na alimentação da serpente foram encontradas. A movimentação assustou a vizinhança, que ficou aflita com a possibilidade de a serpente ter desaparecido do apartamento vistoriado.

O animal exótico, no entanto, foi encontrado no fim da tarde, dentro de uma caixa de plástico, próximo a um barranco, nas redondezas do shopping Pier 21, no Setor de Clubes Sul.

Veja imagens da Naja após a apreensão pelo Batalhão de Polícia Ambiental do DF:

De acordo com o comandante do BPMA, major Elias Costa, o animal é muito agressivo, mas estava tranquilo no momento da captura, saudável e aparentemente era bem cuidado.

A Polícia Militar informou que, após muita conversa com pessoas ligadas ao estudante Pedro Henrique, um amigo do universitário indicou o local onde o animal teria sido deixado. Assim, foi possível localizar a serpente e capturá-la.

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Em 2020, o estudante de veterinária Pedro Henrique Lehmkul foi picado por uma naja criada por ele no DF
Ela costuma viver em regiões da África e da Ásia
No Brasil, não há Najas, logo, o soro que combate o veneno desse tipo de serpente é raro
Após as primeiras buscas, a Naja não foi encontrada
A Naja é uma das cobras mais venenosas do mundo
Pedro é estudante de medicina veterinária
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Pedro é estudante de medicina veterinária

Arquivo Pessoal
Em 2020, o estudante de veterinária Pedro Henrique Lehmkul foi picado por uma naja criada por ele no DF
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Em 2020, o estudante de veterinária Pedro Henrique Lehmkul foi picado por uma naja criada por ele no DF

Material Cedido ao Metrópoles
Ela costuma viver em regiões da África e da Ásia
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Ela costuma viver em regiões da África e da Ásia

Material Cedido ao Metrópoles
No Brasil, não há Najas, logo, o soro que combate o veneno desse tipo de serpente é raro
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No Brasil, não há Najas, logo, o soro que combate o veneno desse tipo de serpente é raro

Material Cedido ao Metrópoles
Após as primeiras buscas, a Naja não foi encontrada
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Após as primeiras buscas, a Naja não foi encontrada

Material Cedido ao Metrópoles
A Naja é uma das cobras mais venenosas do mundo
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A Naja é uma das cobras mais venenosas do mundo

Material Cedido ao Metrópoles
Movimentação em prédio no Guará: vizinhos temiam que a cobra invadisse outros apartamentos pela tubulação
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Movimentação em prédio no Guará: vizinhos temiam que a cobra invadisse outros apartamentos pela tubulação

Carlos Carone/Metrópoles
Tráfico e multa

A suspeita de investigadores da Delegacia de Combate à Ocupação Irregular do Solo e aos Crimes contra a Ordem Urbanística e o Meio Ambiente (Dema) é de que a serpente tenha sido alvo de tráfico internacional de animais exóticos. Ela, agora, está no Zoológico de Brasília.

Segundo o Ibama, no DF não existe registro, nos últimos anos, de entrada legal de uma serpente dessa espécie. “Vamos apurar a procedência desta cobra, que naturalmente não chegou ao DF pelas vias normais de importação”, assinalou uma fonte policial ouvida pelo Metrópoles.

Em nota divulgada na noite dessa quarta (8/7), o Ibama destacou que Pedro não tem permissão para manter o animal em ambiente doméstico. “Assim que o animal for localizado, o Ibama emitirá multa, que pode variar entre R$ 500 e R$ 5 mil, e ser aplicada ao criador ou ao proprietário da residência onde permanecia a serpente”, informou o instituto.

“O órgão fará uma consulta às instituições habilitadas quanto ao interesse em receber a cobra, como zoológico e institutos de pesquisa”, completou.

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