PMDF vai decidir se coronel suspeito de corrupção será expulso

Francisco Feitosa foi preso em novembro de 2018, acusado de fraude em licitação quando chefiava o Departamento de Logística e Finanças da PM

atualizado 14/10/2019 18:27

Reprodução/Youtuber

O governador Ibaneis Rocha determinou que o comando da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) instaure Conselho de Justificação para decidir se o coronel Francisco Eronildo Feitosa Rodrigues deve ser mantido ou não nas fileiras da corporação.

A ordem do chefe do Executivo local foi publicada nesta segunda-feira (14/10/2019), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). O oficial foi preso em 14 de novembro de 2018, após ser acusado de corrupção quando chefiava o Departamento de Logística e Finanças (DLF) da PMDF.

Segundo investigações da Polícia Civil do DF e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Feitosa – que recebe salário de R$ 17.398 – participava de um esquema de cobrança de vantagens indevidas em contratos para prestação de serviços de manutenção em viaturas, além de burlar procedimentos licitatórios.

O Conselho de Justificação é formado por cinco coronéis. Eles vão decidir pela expulsão ou manutenção de Feitosa da instituição. O texto publicado no DODF, assinado pelo governador, diz que Feitosa “utilizava-se de terceiros para, indiretamente, exigir o pagamento de valores indevidos junto às empresas que possuíam contratos com a corporação”.

Francisco Feitosa foi detido no âmbito da Operação Mamon. Antes de ter o pedido de soltura deferido em janeiro deste ano, a defesa havia enfrentado recusa do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do juiz Henaldo Silva Moreira, da Auditoria Militar do DF. Agora, Francisco responde ao processo em liberdade.

Histórico de problemas

Em janeiro de 2016, mesmo depois de ser denunciado por crime sexual e embriaguez em horário de trabalho – duas situações que foram alvo de apuração interna e constrangeram a Polícia Militar –, o coronel Francisco Rodrigues foi escolhido chefe do Departamento de Logística e Finanças (DLF) do subcomando-geral da corporação.

Da acusação de atentado violento ao pudor, ele acabou absolvido pela Auditoria Militar do Distrito Federal.

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