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De olho em uma possível ascensão ao Congresso Nacional, o herdeiro do clã Roriz, Joaquim Roriz Neto (Pros), apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF) pedido para ingressar na ação de investigação judicial contra o deputado federal eleito pelo DEM Luis Miranda.

Como mostrou a Grande Angular, o processo foi aberto pelo presidente do Patriota no Distrito Federal, Paulo Fernando, no último dia 21 de novembro.

A ação solicita que, caso seja comprovada a conduta inadequada do youtuber, os 65.107 votos recebidos pelo morador de Miami sejam cancelados e que seja feito novo cálculo do quociente eleitoral e partidário.

Uma eventual condenação pode mudar a composição da bancada e beneficiar tanto Joaquim Roriz Neto quanto Paulo Fernando. Laerte Bessa (PR) também figura como possível favorecido, a depender do veredicto da Corte eleitoral.

À coluna, o herdeiro do clã Roriz disse que decidiu ingressar na ação “após ver que havia provas robustas” contra o youtuber.

Confira o pedido apresentado por Joaquim Roriz Neto:

Petição Joaquim Roriz Neto by Metropoles on Scribd

De acordo com a documentação apresentada pelo presidente do Patriota, Miranda teria sorteado iPhones para seus seguidores em 22 de agosto – dentro do período vedado pela legislação eleitoral. O anúncio da premiação e a entrega do celular teriam sido registrados na página de Miranda no Facebook.

Ainda segundo a ação, Miranda postou vídeo em que reclamava da impressão de anúncio encomendado por ele em um jornal impresso. O youtuber teria dito que não era possível ler os números da sua candidatura no papel. No entanto, o deputado federal não teria prestado conta desse gasto ao TRE.

No processo, o presidente do Patriota pede que as empresas Facebook, Google e Instagram sejam consultadas sobre o possível impulsionamento de conteúdo político promovido por Luis Miranda irregularmente no período eleitoral.

Ação vergonhosa
Luis Miranda classificou a ação como “vergonhosa”. “É uma tentativa de chamar atenção, de ludibriar o Judiciário”, disse. De acordo com ele, o sorteio dos celulares foi feito antes do período vedado e fora do contexto eleitoral.

O youtuber enviou o print de um post no Facebook que mostra o prazo final da promoção: 15 de agosto – portanto, um dia antes do início do processo eleitoral.

Sobre a propaganda veiculada em um jornal impresso, o deputado federal disse que foi um equívoco, já corrigido na prestação de contas. Ele ressaltou, ainda, que o pagamento foi realizado por meio da conta de campanha.

Miranda apresentou a nota fiscal e a retificação da documentação encaminhada ao TRE-DF. Além disso, afirmou não ter feito qualquer impulsionamento de conteúdo nas redes sociais. “Tenho certeza que o TRE não vai acatar esse processo”, completou.



 


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