Ibaneis sobre Moro: “Aqui não é a republiqueta de Curitiba”

Indignação do governador ocorre após governo federal afirmar que só o GDF tem reclamado de funcionamento de presídio federal

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 22/01/2020 20:37

A resposta do Ministério da Justiça e Segurança Pública ao GDF sobre o funcionamento do Presídio Federal de Brasília indignou o governador Ibaneis Rocha (MDB).

O titular do Palácio do Buriti reforçou o descontentamento com a unidade construída no DF. “Quem tem responsabilidade com todas as autoridades que estão em Brasília sou eu. Quem responderá por qualquer problema com as representações diplomáticas sou eu. Sou o único responsável pela segurança pública da capital da República”, enfatizou.

Segundo lembrou o emedebista, Brasília reúne 180 organismos internacionais, recebe 5 mil prefeitos, acolhe deputados estaduais, federais e também senadores.

Inconformado com o posicionamento da pasta do ministro Sergio Moro, Ibaneis reclamou do descaso com que a área federal tem tratado a situação. “Ele veio da republiqueta de Curitiba, isso todo mundo sabe. Mas, agora, é ministro e precisa entender que não está mais lá. Ele mora na capital do país”, disparou o titular do Palácio do Buriti.

Reclamação

Conforme noticiou a coluna Grande Angular, o secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres, enviou, na terça-feira (21/01/2020), documento ao ministro Sergio Moro no qual afirma que “não se justifica esse ‘silêncio’ dos órgãos federais” sobre o perigo do Presídio Federal de Brasília.

No texto, o titular da pasta local pedia esclarecimentos sobre o grau de ameaça ao qual a população da capital da República está exposta em razão da permanência de líderes do crime no presídio.

O ministério da Justiça e Segurança Pública respondeu, nesta quarta-feira, afirmando que “não há qualquer reclamação da permanência desses presos em Brasília, salvo do próprio Governo do Distrito Federal”.

PCC no DF

Recentemente, o Metrópoles revelou com exclusividade a existência de um plano para o resgate do líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, no Presídio Federal de Brasília. A operação custaria R$ 80 milhões, segundo fontes da segurança.

Para conter a investida criminosa, um verdadeiro aparato foi montado pelas forças nacionais de segurança nas proximidades da penitenciária de responsabilidade da União.

O próprio secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres, recebeu ameaças de um membro da organização criminosa. O criminoso que está preso integra o Comboio do Cão. Após tomar conhecimento do caso, Torres decidiu reforçar a própria equipe de proteção pessoal.

SOBRE OS AUTORES
Lilian Tahan

Dirige desde setembro de 2015 o site de notícias Metrópoles. É formada em comunicação social pela Universidade de Brasília (UnB), com especialização em jornalismo digital e gestão de empresa de comunicação pela ISE Business School, instituição vinculada à Universidade de Navarra, na Espanha. Antes do Metrópoles, trabalhou por 12 anos no Correio Braziliense e dois anos na revista Veja Brasília. Ao longo da carreira, conquistou prestigiados prêmios de jornalismo, como Esso, Embratel, CNT, CNI, AMB, MPT, Engenho.

Caio Barbieri

Cursou jornalismo no Centro Universitário de Brasília (UniCeub). Passou pelas redações do Correio Braziliense, Agência Brasil, Rádio Nacional e foi editor-adjunto da Tribuna do Brasil. Ocupou a assessoria especial no Ministério da Transparência e foi secretário-adjunto de Comunicação do GDF. Chefiou o relacionamento com a imprensa na Casa Civil, Vice-Governadoria, Secretaria de Habitação e na Secretaria de Turismo do DF. Fez consultoria para vários partidos, entidades sindicais e políticos da Câmara Legislativa e do Congresso Nacional. Assina a coluna Janela Indiscreta do Metrópoles e cobre os bastidores do poder em Brasília.

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