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A briga pelo comando da Confederação Nacional do Comércio, Bens e Serviços (CNC) pode repercutir na expulsão do ex-senador Adelmir Santana da vice-presidência da entidade que comanda o Sistema S. Santana, que também é presidente da Fecomércio no DF, integra o corpo diretivo da CNC há 18 anos e disputou a presidência do órgão em setembro. A cassação será avaliada em reunião na próxima quarta-feira (7/11).

O desentendimento de Adelmir Santana com parte da cúpula da entidade começou quando o diretor brasiliense resolveu testar seu nome e lançou uma chapa independente, contrariando o grupo da situação, ao qual ele também pertencia. Acabou derrotado por 24 votos a 4.

A iniciativa foi apontada por opositores de Santana como uma tentativa de politizar a entidade. Acusação que o presidente da Fecomércio-DF rechaça. “Eu decidi apresentar uma alternativa para a CNC. Perdi, agora estou sendo perseguido. Querem atingir a minha reputação, pois sabem o quanto eu me preocupo e o quanto trabalhei para construí-la”, afirmou Santana à Grande Angular.

Ao longo do processo eleitoral, a chapa encabeçada por Santana denunciou quatro integrantes do grupo de situação ao Ministério Público de Contas da União. Entre eles, o presidente eleito, José Roberto Tadros. De acordo com a documentação apresentada pelo grupo de Santana, durante a sua gestão no Sebrae do Amazonas, Tadros teria praticado nepotismo e efetuado pagamentos sem a prestação de serviços, além de supostamente ter dificultado a fiscalização de licitações.

Em resposta às denúncias, o procurador Júlio de Oliveira apresentou manifestação ao Tribunal de Contas da União (TCU) recomendando a suspensão das eleições. No entanto, o pedido não foi acolhido a tempo da votação, que aconteceu em 17 setembro. A relatoria do processo está com o ministro Bruno Dantas.

A CNC é responsável por administrar um orçamento anual de mais de R$ 11 milhões. Reúne 34 federações, sendo 27 estaduais e sete nacionais, que agrupam 1.029 sindicatos dos segmentos do comércio. Além disso, é responsável por todas as unidades do Sesc e do Senac no país.

Procurada por e-mail e telefone, a entidade não havia se manifestado sobre o caso até a última atualização deste texto.

Em resposta à matéria Disputa pelo comando CNC será decidida nos tribunais, publicada no dia 21 de setembro, Tadros enviou nota para redação na qual afirmou: “A falta de argumentos tem levado a chapa de oposição a caracterizar seus adversários de ficha-suja, tentando atribuir a eles a característica de inelegibilidade”.



 


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