Disputa pelo comando da CNC pode repercutir em expulsão de Adelmir Santana

Ex-senador integra o corpo diretivo da entidade há 18 anos e disputou a presidência do órgão em setembro

Vinicius Santa Rosa/MetrópolesVinicius Santa Rosa/Metrópoles

atualizado 06/11/2018 16:02

A briga pelo comando da Confederação Nacional do Comércio, Bens e Serviços (CNC) pode repercutir na expulsão do ex-senador Adelmir Santana da vice-presidência da entidade que comanda o Sistema S. Santana, que também é presidente da Fecomércio no DF, integra o corpo diretivo da CNC há 18 anos e disputou a presidência do órgão em setembro. A cassação será avaliada em reunião na próxima quarta-feira (7/11).

O desentendimento de Adelmir Santana com parte da cúpula da entidade começou quando o diretor brasiliense resolveu testar seu nome e lançou uma chapa independente, contrariando o grupo da situação, ao qual ele também pertencia. Acabou derrotado por 24 votos a 4.

A iniciativa foi apontada por opositores de Santana como uma tentativa de politizar a entidade. Acusação que o presidente da Fecomércio-DF rechaça. “Eu decidi apresentar uma alternativa para a CNC. Perdi, agora estou sendo perseguido. Querem atingir a minha reputação, pois sabem o quanto eu me preocupo e o quanto trabalhei para construí-la”, afirmou Santana à Grande Angular.

Ao longo do processo eleitoral, a chapa encabeçada por Santana denunciou quatro integrantes do grupo de situação ao Ministério Público de Contas da União. Entre eles, o presidente eleito, José Roberto Tadros. De acordo com a documentação apresentada pelo grupo de Santana, durante a sua gestão no Sebrae do Amazonas, Tadros teria praticado nepotismo e efetuado pagamentos sem a prestação de serviços, além de supostamente ter dificultado a fiscalização de licitações.

Em resposta às denúncias, o procurador Júlio de Oliveira apresentou manifestação ao Tribunal de Contas da União (TCU) recomendando a suspensão das eleições. No entanto, o pedido não foi acolhido a tempo da votação, que aconteceu em 17 setembro. A relatoria do processo está com o ministro Bruno Dantas.

A CNC é responsável por administrar um orçamento anual de mais de R$ 11 milhões. Reúne 34 federações, sendo 27 estaduais e sete nacionais, que agrupam 1.029 sindicatos dos segmentos do comércio. Além disso, é responsável por todas as unidades do Sesc e do Senac no país.

Procurada por e-mail e telefone, a entidade não havia se manifestado sobre o caso até a última atualização deste texto.

Em resposta à matéria Disputa pelo comando CNC será decidida nos tribunais, publicada no dia 21 de setembro, Tadros enviou nota para redação na qual afirmou: “A falta de argumentos tem levado a chapa de oposição a caracterizar seus adversários de ficha-suja, tentando atribuir a eles a característica de inelegibilidade”.

SOBRE OS AUTORES
Lilian Tahan

Dirige desde setembro de 2015 o site de notícias Metrópoles. É formada em comunicação social pela Universidade de Brasília (UnB), com especialização em jornalismo digital e gestão de empresa de comunicação pela ISE Business School, instituição vinculada à Universidade de Navarra, na Espanha. Antes do Metrópoles, trabalhou por 12 anos no Correio Braziliense e dois anos na revista Veja Brasília. Ao longo da carreira, conquistou prestigiados prêmios de jornalismo, como Esso, Embratel, CNT, CNI, AMB, MPT, Engenho.

Gabriella Furquim

Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), com experiência em redação, assessoria de imprensa e gestão de comunicação. Atua na área desde 2009. Integrou as equipes de reportagem e edição dos jornais Correio Braziliense e Aqui DF. Em 2014, coordenou a comunicação da Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente, Seção Defence for Children Brasil (Anced/ DCI Brasil), e do projeto internacional Red de Coaliciones Sur. De 2015 a 2017, foi assessora de imprensa do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg.

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