Novembro azul pet: animais também sofrem com câncer de próstata

A campanha realizada por veterinários tem como objetivo alertar os tutores sobre a importância da castração como método de prevenção

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atualizado 08/11/2019 21:12

O mês de novembro é marcado pelo movimento mundial que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata. Mas assim como com os humanos, os cães e gatos também sofrem de doenças prostáticas e testiculares, precisando de cuidados e métodos de prevenção. Por isso, a comunidade veterinária criou o novembro azul pet.

A campanha tem foco na hiperplasia prostática canina, que é uma doença de próstata muito comum e que pode acometer até 90% dos machos não castrados até o final da vida.

De acordo com a veterinária Camila Maximiano, da Clínica Pompeu, a doença é silenciosa e pode causar muita dor e desconforto na região, além de dificultar o animal de urinar, podendo causar uma piora no quadro com outras complicações, como abscesso e cistos na próstata.

“Além da hiperplasia prostática, machos não castrados também têm mais chances de desenvolverem tumores de testículos e perianais. E animais criptorquidas, ou seja, aqueles em que os testículos não se encontram na bolsa escrotal, apresentam mais chances de desenvolverem tumores e podem demorar para apresentar sinais”, afirma.

A veterinária conta ainda que as neoplasias perianais hormônio-dependentes podem ser bastante agressivas, se espalhando pelo corpo do animal de maneira muito rápida. Por isso, Camila afirma que a castração faz parte do protocolo de tratamento dessas doenças, sendo o melhor método de prevenção.

“Por isso, no novembro azul para os pets, nós incentivamos a prevenção dessas doenças estimulando a castração de todos os machos, a partir dos 6 meses de idade. A castração é a melhor saída”, alerta.

Camila conta que a castração evita ainda problemas comportamentais, doenças hormônio-dependentes, filhotes indesejados, tumor venero transmissível (TVT) e a marcação exagerada de território.

SOBRE O AUTOR
Zilá Motta

Graduanda em jornalismo pelo Centro Universitário Iesb, já atuou como repórter na Anasps, onde cobriu política e economia. Trabalhou como social media no Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil e na agência Vibe Marketing. Atualmente está como estagiária na editoria Intervalo e na coluna É o Bicho.

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