Calheiros parabeniza Glenn e diz ter sido perseguido por procuradores

Greenwald fala ao Senado após o The Intercept divulgar, em parceria com outros veículos, diálogos vazados entre Sergio Moro e procuradores

Michael Melo/MetrópolesMichael Melo/Metrópoles

atualizado 11/07/2019 14:24

Ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL) foi um dos parlamentares a fazer perguntas ao diretor do site The Intercept Brasil, Glenn Greenwald, durante sessão no Congresso Nacional. Assim que foi chamado ao microfone, o cacique do MDB parabenizou o trabalho do jornalista e completou: “Eu fui vítima durante muito tempo de perseguição desse grupo perverso de procuradores do Ministério Público Federal (MPF)”.

Greenwald foi convidado a falar ao Senado após o The Intercept divulgar, em parceria com outros veículos, diálogos vazados que mostram uma suposta colaboração entre o atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e o procurador da República Deltan Dallagnol, no âmbito da Operação Lava Jato. O que demostraria imparcialidade de Moro e do MPF.

Para Calheiros, as conversas comprovaram uma “Justiça paralela, a promiscuidade do juiz e do procurador e um desprezo pelos conceitos da democracia”. “Eu sempre fui defensor da liberdade de expressão e em várias situações de ameaça à imprensa, como agora, me posiciono veementemente quanto à importância da liberdade de informação”, afirmou o senador.

“A parcialidade serviu para condenar a política, independentemente de quem fosse, sem prova nenhuma. Eu mesmo fui investigado por ouvirem dizer”, afirmou o emedebista. “Há uma inversão das coisas hoje no Brasil. Ao invés de investigarmos os procuradores e o ministro, agora querem investigar o jornalista. Isso é um horror”, completou.

SOBRE O AUTOR
Larissa Rodrigues

Formada em jornalismo pela Universidade Católica de Goiás (UCG), em 2010, e pós-graduada em Jornalismo Especializado pela Universidade Estácio de Sá, no ano de 2013. Em Goiânia, trabalhou na TV Band, foi apresentadora da Rádio Interativa e assessora de imprensa de políticos locais. Em 2015, mudou-se para Brasília, onde foi subeditora do portal Fato Online e cobriu as Olimpíadas de 2016. No Metrópoles, atua como repórter de Política Nacional e ganhou o 1º Prêmio dos Policiais Federais.

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