*
 
 

Sempre tive forte apreço e simpatia pelo México e a riquíssima cultura local. Burritos, tacos, mariachis, a turma do Chaves, margueritas, caveiras, cores vibrantes, cultura maia, asteca e Frida Khalo fizeram eu me apaixonar pelo país, o qual tive a oportunidade de conhecer há alguns anos.

Estive em Tulum, balneário localizado na famosa Riviera Maia, e me encantei com um paraíso até então pouco frequentado e cheio de identidade. Quando pensava em Cidade do México, confesso, vinha-me à cabeça uma metrópole meio caótica, suja, perigosa, poluída, enorme, cheia de carros velhos, trânsito intenso, mexicanos perigosos e comandada pelo tráfico.

Talvez essa impressão tenha nascido de Amores Perros, um dos melhores e mais pesados filmes que vi, com Garcia Gael Bernal ainda novinho.

Apesar disso, sabia que deveria ser uma cidade interessante, cosmopolita, moderna, enorme, com todos os encantos da cultura mexicana. Era preciso ver para crer.

Em minha última viagem para Califórnia (EUA), devido a uma conexão de voo, tive a oportunidade de conhecer, por pelo menos um dia, a Cidade do México.

Foi difícil organizar em prioridades o que eu conheceria em tão pouco tempo, ainda mais em um lugar de cultura diversa e milenar.

No topo das minhas prioridades, estava visitar as incríveis pirâmides de Teotihuacán, que ficam a 40km ao norte da capital e são conhecidas pelas características místicas. A pirâmide mais alta, a do Sol, alcança 65m e estima-se ter surgido entre os anos 1 e 150 d.c.

Reprodução

Infelizmente, optei por visitá-las em uma segunda oportunidade, caso contrário, não sobraria tempo para outras atrações.

Para facilitar a vida e fazer render o tempo, contratei um Uber por vinte dólares – serviços como esse funcionam perfeitamente por lá – para nos levar para alguns museus, praças e ruas, almoçar e, ao fim do dia, nos deixar no aeroporto.

Fazia um lindo dia de céu de brigadeiro e a temperatura estava amena. A cidade começou me surpreendendo pela ordem, limpeza das ruas e trânsito nada pior do que o de São Paulo ou Rio de Janeiro.

Começamos visitando a Praça da Constituição ou El Zocalo, como é conhecida. Ela fica no centro da antiga sede do governo Asteca, rodeada pela Catedral, pelo Palácio Nacional, pela sede do Poder Executivo e pelo edifício do Governo do Distrito Federal, como é denominada a Cidade do México.

A próxima atração era no outro lado da cidade, na famosa casa onde Frida Kahlo morou com Diego Rivera. No caminho, é fácil identificar a herança espanhola na arquitetura da cidade. Lembrou Madrid, Buenos Aires e outras cidades espanholas ou colonizadas por espanhóis. Lindíssimo.

A Casa de Frida, ou Casa Azul, fica em Coyoacán, um bairro alegre, vibrante, cheio de galerias e bares bacanas. Vale a pena a visita.

Logo depois foi a vez de conhecer o Soumaya, museu do Instituto Carlos Slim, cujo nome foi dado em homenagem à sua mulher. Carlos Slim, empresário do ramo de telecomunicações, é considerado um dos homens mais ricos do mundo e o instituto que leva seu nome construiu o museu como forma de incentivo cultural e também para abrigar parte de suas obras, entre elas, a escultura O Pensador, de Rodin (galeria acima).

Na medida em que o tempo se esgotava, sentia uma satisfação imensa de estar lá e meu desejo era ficar pelo menos alguns dias para sentir mais a cidade.

Não podia deixar de conhecer o bairro de Polanco, onde estão as famosas lojas de rua e também os melhores lugares para comer a farta comida mexicana.

Por indicação, o restaurante escolhido foi o Dulce Patria, cujo cardápio incluía variadas iguarias, incluindo grilo frito e guacamole como aperitivo. Entre um sabor e outro, provei alguns drinks feitos de tequila, mezcal e pimenta.

Por uma questão de logística, deixamos para visitar a Virgem de Guadalupe, padroeira do México (foto em destaque), por último. No entanto, devido ao engarrafamento e ao horário apertado, tivemos de deixar para a próxima.

Deixei o México com a melhor das impressões, aquelas que surpreendem. Achei o povo alegre e caloroso, a cidade limpa, vibrante e moderna e os restaurantes e bares charmosos. Fiquei com a sensação de ser São Paulo em uma versão melhorada.

Gracias, CDMX!, como é agora chamada a Cidade do México. Voltarei em breve, e com mais tempo.

Abaixo, mais votos desta jornada: 



viagemarteTurismofrida kahlocidade do méxico
 


COMENTE

Ler mais do blog