Quer ter uma boa saúde? Exija alimentos orgânicos certificados

Esses produtos são indispensáveis durante a gravidez para garantir o bom desenvolvimento do bebê. Confira os benefícios na coluna de hoje

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atualizado 26/03/2019 7:58

Você sai do supermercado com o carrinho recheado de frutas, legumes e verduras e mantém uma dieta balanceada para médico algum botar defeito? E se eu te disser que sua dieta não é tão saudável assim?

Se seus alimentos não têm origem orgânica certificada, meu caro amigo, sinto lhe informar que você está ingerindo veneno em forma de produtos saudáveis. Veneno que pode ser fatal para você e o seu bebê, se a leitora estiver grávida.

Há algum tempo, venho dando importância cada vez maior para alimentos orgânicos, mas foi depois de engravidar que minha atenção redobrou. Todos os profissionais que me acompanham deixaram clara a importância de ingestão, na gravidez, de alimentos orgânicos para o bebê se desenvolver perfeitamente.

Isso porque ingerir alimentos infestados de pesticidas pode causar problemas de infertilidade, defeitos congênitos, má formações, diversas doenças e problemas de saúde. Em casos mais extremos, os malefícios resultam até na morte do feto.

Infelizmente, na contramão dos países desenvolvidos, o Brasil liberou o uso de mais de 86 tipos de agrotóxicos, a maioria deles já proibidos na Europa e nos Estados Unidos. Entre os pesticidas mais utilizados mundo afora, incluindo no Brasil, está o famoso glifosato.

Trata-se de um herbicida criado pela polêmica empresa norte-americana Monsanto e está entre os 10 agrotóxicos mais consumidos no Brasil. Estudos comprovam que este veneno está amplamente espalhado pelo ambiente, infectando a atmosfera, os alimentos, o solo e até o lençol freático.

Ele é amplamente usado em plantações de alimentos, como soja, milho, beterraba, amêndoas, ervilhas, feijões, lentilhas, cenoura, quinoa, batata doce, café, arroz, hortaliças e cítricos, entre tantas outras.

O site Carta Maior publicou um artigo acusando a Monsanto de falsificar documentos para atestar que o produto seria biodegradável e em conformidade com as leis ambientais. Na verdade, o observado foi o aumento de 25 doenças pela exposição ao herbicida.

Durante 20 anos de exposição ao produto, foram documentadas e registradas todas as consequências que o herbicida trouxe, entre elas:

  • Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade
  • Alzheimer
  • Autismo
  • Anencefalia
  • Problemas de nascença
  • Cânceres cerebral e de mama (entre outros tipos)
  • Intolerância ao glúten e doença celíaca
  • Doença crônica nos rins
  • Depressão
  • Colite
  • Diabetes
  • Doenças cardíacas
  • Hipotireoidismo
  • Doença inflamatória intestinal
  • Doença hepática
  • Esclerose múltipla
  • Linfoma
  • Doença de Parkinson
  • Obesidade
  • Problemas na gravidez
  • Problemas reprodutivos e respiratórios

 

A cultura dos orgânicos ainda é tímida perto do que deveria ser, mas é certo que essa consciência está chegando cada vez mais a número maior de pessoas. Meu objetivo aqui é justamente conscientizar o leitor que até então desconhecia essas informações

O buraco é bem mais embaixo e a verdade é que há uma batalha entre os que defendem a saúde e os agricultores que protegem o próprio bolso.

Nós só sairemos ganhando nessa quando a demanda por orgânicos certificados aumentar exponencialmente. Para isso, a população precisa ter informação e conhecimento dos riscos à saúde que corremos ao fazer uma simples refeição.

Nosso corpo é o nosso templo. Veneno não. Basta! Exija alimentos orgânicos.

SOBRE O AUTOR
Bela Lima

De Brasília, mas cidadã do mundo. Advogada por formação, porém não atua na área. Sua grande paixão é viajar. Provavelmente, nos últimos anos, passou mais tempo em aviões, aeroportos, cidades novas e hotéis do que no endereço onde chegam suas contas.

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