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Pois é, a Copa do Mundo da Rússia acabou para a Seleção Brasileira – como já havia acabado para Alemanha, Espanha, Portugal, Argentina… Isso, no entanto, não significa que acabou para todo mundo, não. Os brasileiros têm motivos de sobra – seja in loco na Rússia, seja no Brasil ou em qualquer canto, boteco, churrasco, em frente ao monitor no trabalho… – para acompanhar o restinho do 21º Mundial de Futebol. O evento ainda tem seis jogos, muitos craques, uma torcida feliz e barulhenta, e garantia de bolas na rede, ora! Que tal desistir da cara fechada e seguir na torcida por uma Copa bonita, cheia de graça, que vem e que passa? A coluna mostra os sete motivos pelos quais vale a pena seguir na onda.

Confira:

Os craques


Alexander Hassenstein/Getty Images

A Copa do Mundo da Rússia tem uma penca deles, ainda. Do lado da França, batem um bolão o jovem Mbappé e o talentoso Griezmann, por exemplo, além de Pogba. Aos 19 anos, Kylian Mbappé é a principal promessa do futebol mundial, considerado “herdeiro” de Pelé. Aliás, ele foi até elogiado pelo rei após a atuação brilhante contra a Argentina, na vitória por 4 x 3 em jogo válido pelas oitavas de final da competição.

A Croácia, por sua vez, tem os meias Modrić e Rakitić. Luka Modrić, jogador do Real Madrid, tem comandado a equipe até aqui e espera-se que faça isso também neste sábado (7/7), em partida pelas quartas de final contra a Rússia, às 11h.

E o que dizer da Inglaterra, com o artilheiro do Mundial, o furacão Harry Kane, com seis gols até o momento?

E se Suécia e Rússia baseiam-se em um jogo mais coletivo, sem grandes estrelas, o que dizer da Bélgica? Nesta sexta-feira (6), os brasileiros puderam acompanhar o talento de De Bruyne, Lukaku e Hazard, a trinca de ouro da geração belga. Bélgica, aliás, que enfrentará a França em uma das semifinais.

Ou seja, o trio belga ou a tríade francesa ficará pelo caminho. Adiante, um percurso que os craques brasileiros já não trilham mais.

 

A torcida

 

Stuart Franklin - FIFA/FIFA via Getty Images

 

Os torcedores deram e continuarão dando, até o último suspiro, um show nas ruas e nas arquibancadas russas. Fantasiados, com cânticos de louvor às suas respectivas seleções, com alegria, com ou sem álcool na cabeça, com beleza (a Copa está abarrotada de musas), eles deram e darão o verdadeiro tom dessa competição. Tudo bem que alguns cometeram deslizes, pois foram exceções. Vai ser bonito ver, nos jogos que faltam, a emoção no rosto deles ao participar de uma Copa do Mundo. Uma sensação incrível.

 

Os gols

 

Clive Brunskill/Getty Images

 

Até agora, a bola balançou as redes 151 vezes nos 12 estádios russos construídos para o Mundial sob a batuta de Vladimir Putin. A média é de 2,6 gols por jogo. Para quem aprecia o grande momento do futebol, as partidas Bélgica 5 x 2 Tunísia e Inglaterra 6 x 1 Panamá foram momentos de regozijo, com sete gols em cada. Os belgas – sempre eles, aliás – têm o melhor ataque, com 14 gols, e um dos vice-artilheiros do Mundial, Lukaku, o poliglota, com quatro tentos assinalados. Que venham mais gols de todos os cantos do gramado, de todos os jeitos, de todas as maneiras.


As horas de lazer

 

JP Rodrigues/ Especial para o Metrópoles

 

Ok, o Brasil não participa mais do Mundial e a qualquer momento os jogadores podem desembarcar por aqui, mas a disputa ainda tem seis jogos, com garantia de, no mínimo, 540 minutos de bola rolando – isso se as partidas acabarem nos 90 minutos regulamentares. Neste sábado (7/7), por exemplo, teremos Suécia x Inglaterra (11h) e Rússia x Croácia (15h). As semifinais serão na terça-feira (10), entre França e Bélgica, e na quarta (11), entre os últimos vencedores das quartas de final. Motivos mais do que evidentes para você acompanhar, em casa ou no trabalho, o desenrolar do principal evento desportivo do planeta.

 

O espírito esportivo

 

Buda Mendes/Getty Images


Não é porque perdemos que a Copa do Mundo é um horror ou “a competição foi vendida”, os times ainda na luta são piores, fomos roubados e coisa e tal. Mais importante que aprender a ganhar é aprender a perder. E o Brasil, com o perdão do clichê, caiu de pé, para uma equipe que jogou melhor, construiu um placar confortável no primeiro tempo e soube manter o resultado até o fim do jogo. Que continuemos na torcida, pois, pela boa prática do esporte bretão.

 

A Rússia, spáciba!

Sim, a Rússia, infiel. Bem protegida, bem vigiada, bem curtida pelos turistas de todo o mundo, a Rússia recebeu bem – mesmo com toda a fama de má e bruta – as pessoas que atravessaram oceanos e fronteiras para vibrar e chorar com seus times no Mundial. Ok que teve gente que torceu o nariz quando o presidente Vladimir Putin afirmou, na cerimônia de abertura que o país era “amável”. E não é que foi? Festas, novas amizades e curtição, principalmente na Praça Vermelha, em Moscou, e em seus arredores, mas, também, nas outras dez cidades que sediaram jogos da Copa. Valeu muito. E os torcedores locais ainda deram uma forcinha, afinal a Rússia continua na disputa. Imagine se derrotar a Croácia e chegar às semifinais? Prevejo o fim dos estoques de vodca…

Christopher Furlong/Getty Images

Os memes, ah, os memes!

 


O melhor do Brasil é mesmo o brasileiro. E o segundo melhor do Brasil é a fábrica de memes brasileira. Em escala industrial e muitas vezes anônima, essa indústria diverte, critica, inflama, empolga. Desde o Canarinho Pistola ao Feiticeiro Russo, passando pelo “Tá Titi? Fica Titi, não!”, os memes nacionais são os melhores. Não à toa, dizem por aí, já há um projeto para a Nasa estudar os brasileiros, principalmente aqueles que fizeram memes com as quedas do Neymar. Aliás, ele deve estar até agora rolando por aí, não é mesmo, produção?



 


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