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Ciência

Telescópio da Nasa vai cair na Terra após fracasso em missão de resgate

Arrasto atmosférico puxa telescópio de volta à Terra e compromete o funcionamento do equipamento

28/10/2026 12:25, atualizado 28/10/2026 12:59
Reprodução/Espaço Katalyst
Imagem colorida do telescópio Swift no espaço - Metrópoles

Depois de mais de 20 anos de missão, o telescópio espacial Swift encerrou seus trabalhos e reentrará na atmosfera terrestre nas próximas semanas. Foi o que anunciou a Nasa na última sexta-feira (23/10) em comunicado.

Anteriormente, uma parceria da agência espacial com um satélite privado tentou resgatar o instrumento para melhorar sua órbita e fazer com que ele continuasse funcionando. Porém, não deu certo.

O funcionamento do telescópio está comprometido porque a sua órbita atual o expõe ao arrasto atmosférico, que o puxa de volta à Terra. Como não possui propulsores, o Swift é incapaz de reagir à atração.

Em 3 de julho, a espaçonave LINK, da empresa norte-americana Arizona Katalyst Space Technologies, foi lançada para se encontrar com o Swift no espaço. O objetivo era acoplar o instrumento óptico com três braços robóticos e impulsioná-lo para uma órbita mais alta.

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No entanto, o veículo de resgate teve problemas em seu sistema de propulsão e em sistemas de manutenção de orientação, o que impediu o cumprimento da tarefa.

O máximo que a LINK conseguiu foi se aproximar do telescópio e fazer um registro dele no espaço. Dessa forma, o Swift, lançado pela Nasa em 2004, encerrou suas atividades e deve cair na Terra nas próximas semanas; porém, a maioria do material deve se desintegrar no caminho, e o risco de os restos caírem em zonas habitadas é baixo.

O legado do telescópio Swift

No período em que ficou investigando o espaço, o telescópio coletou diversos dados científicos – a Nasa estima que cerca de sete mil artigos científicos tenham usado informações obtidas por ele.

O objetivo do instrumento era estudar as explosões de raios gama (GRBs), consideradas as mais poderosas do cosmos. Porém, o Swift foi além e observou explosões de supernovas, asteroides, cometas e buracos negros, além de nortear um levantamento de todo o céu em raios X.

“O Swift nos deixa um extraordinário arquivo de observações em múltiplas faixas de comprimentos de onda que impulsionará novas descobertas por décadas. Ele desempenhou um papel fundamental no avanço da nossa compreensão do universo em transformação”, afirma o diretor da Divisão de Astrofísica da sede da NASA em Washington, Shawn Domagal-Goldman, em comunicado.