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Ciência

Telescópio da Nasa que caiu na Terra reentrou na atmosfera pela Indonésia

A Força Espacial dos EUA diz que a chegada do telescópio à Terra ocorreu às 9h39 (horário de Brasília) por Sumatra do Norte, na Indonésia

05/11/2026 11:07, atualizado 05/11/2026 11:08
Nasa
Imagem colorida de telescópio Swift - Metrópoles

O Observatório Neil Gehrels Swift, um telescópio espacial da Nasa, reentrou na atmosfera terrestre nessa quarta-feira (4/11) sobre a região de Sumatra do Norte, na Indonésia. O retorno do instrumento, que passou cerca de 20 anos atuando no espaço, foi confirmado pela agência norte-americana na tarde do mesmo dia.

A Força Espacial dos Estados Unidos afirma que a chegada à Terra ocorreu às 9h39 (no horário de Brasília). A Nasa acredita que a maior parte da estrutura de cerca de 1,5 tonelada se desintegrou ao passar pela atmosfera terrestre.

Por outro lado, a agência estima que alguns destroços menores possam ter resistido às condições da reentrada. Em comunicado, a Nasa não confirmou se eles chegaram ou não à superfície da Terra.

Missão fracassada de resgate do telescópio

Antes de confirmar o fim da missão do Swift e sua reentrada na Terra, uma parceria da Nasa com uma empresa privada tentou resgatar o instrumento para melhorar sua órbita e fazer com que ele continuasse funcionando. Porém, o plano não deu certo.

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Em 3 de julho, a espaçonave LINK, da empresa norte-americana Katalyst Space Technologies, foi lançada para se encontrar com o Swift no espaço. O objetivo era acoplar ao instrumento por meio de três braços robóticos e impulsioná-lo para uma órbita mais alta.

Telescópio da Nasa que caiu na Terra reentrou na atmosfera pela Indonésia - destaque galeria
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Swift foi além de seu objetivo e observou explosões de supernovas, asteroides, cometas e buracos negros, além de realizar um levantamento de todo o céu em raios X
O telescópio foi lançado pela Nasa em 2004
O objetivo principal do instrumento era estudar as explosões de raios gama (GRBs), consideradas as mais poderosas do cosmos
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O objetivo principal do instrumento era estudar as explosões de raios gama (GRBs), consideradas as mais poderosas do cosmos

Nasa
Swift foi além de seu objetivo e observou explosões de supernovas, asteroides, cometas e buracos negros, além de realizar um levantamento de todo o céu em raios X
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Swift foi além de seu objetivo e observou explosões de supernovas, asteroides, cometas e buracos negros, além de realizar um levantamento de todo o céu em raios X

Reprodução/Espaço Katalyst
O telescópio foi lançado pela Nasa em 2004
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O telescópio foi lançado pela Nasa em 2004

Nasa

No entanto, o veículo de resgate teve problemas em seus sistemas de propulsão e de orientação, o que impediu o cumprimento da tarefa. O máximo que a LINK conseguiu foi se aproximar do telescópio e registrá-lo no espaço. Dessa forma, o Swift, lançado pela Nasa em 2004, teve que encerrar suas atividades.

O funcionamento do telescópio ficou comprometido porque sua órbita o expôs ao arrasto atmosférico, que o puxou de volta à Terra. Como não possui propulsores, o Swift é incapaz de reverter a atração.

No período em que investigou o espaço, o telescópio coletou diversos dados científicos – a Nasa estima que cerca de 7 mil artigos científicos tenham utilizado informações obtidas por ele.