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Restos de tubarão revelam por que o megalodonte se tornou tão grande

Vértebras gigantes do megalodonte medem até 12,6 centímetros de diâmetro, tamanho impressionante para a espécie extinta de tubarão

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Ilustração de Megalodon comparado a um tubarão debaixo d'água - Metrópoles
1 de 1 Ilustração de Megalodon comparado a um tubarão debaixo d'água - Metrópoles - Foto: Getty Images

O oceano australiano acaba de reescrever a história dos maiores predadores dos mares. Pesquisadores identificaram fósseis de tubarões gigantescos com cerca de 115 milhões de anos, antecipando em 15 milhões de anos o surgimento desses titãs, conforme detalhado no estudo da Communications Biology.

A descoberta de cinco vértebras fossilizadas na Formação Darwin, no norte da Austrália, desafia a ideia de que o gigantismo dos tubarões lamniformes surgiu no Hemisfério Norte. Antes, acreditava-se que essa evolução ocorrera há 100 milhões de anos em águas da Europa e da América do Norte.

O achado indica que o gigantismo é uma característica ancestral dos lamniformes, linhagem que inclui o temido Otodus megalodon e o moderno grande tubarão-branco. As peças encontradas mostram que esses animais já dominavam o topo da cadeia alimentar muito antes do que era previsto.

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