Planetas como Júpiter, Saturno e Urano podem colidir quando Sol morrer
Teoria sugere que mudanças irremediáveis no Sol alterariam sua força gravitacional, mudando as órbitas dos planetas mais distantes do centro

Em alguns bilhões de anos, o nosso Sol vai morrer. Cientistas acreditam que o fim inevitável acontecerá quando acabar o hidrogênio que a estrela usa como combustível e, a princípio, seu tamanho aumentará em mais de 100 vezes, engolindo os planetas mais próximos (talvez até a Terra).
Porém, uma nova simulação mostra que os planetas mais distantes do Sol também serão irremediavelmente afetados. Segundo os cientistas do California Institute of Technology (CalTech) e da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, planetas como Júpiter, Saturno, Urano e Netuno provavelmente irão colidir uns contra os outros.
A teoria foi publicada em 21 de setembro na revista The Astrophysical Journal Letters. Segundo os cientistas, o Sol irá expulsar suas camadas mais externas aos poucos e mudará sua atração gravitacional.
Usando simulações de computador, os físicos perceberam que, caso isso aconteça, os planetas da parte externa do Sistema Solar entrarão em caos. Em ensaios que consideram as maiores ejeções de massa pelo Sol, os astros bateriam uns nos outros e seriam destruídos.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesEm cenários mais conservadores, o Sistema Solar permaneceria mais ou menos na mesma configuração por alguns bilhões de anos. Caso a mudança do Sol seja mediana, os planetas provavelmente trocariam de lugar, criariam órbitas ovais e poderiam até ser expulsos do sistema.
Os físicos acreditam que é possível ter planetas habitáveis que orbitam anãs brancas (como seria uma das últimas fases do nosso Sol), mas o estudo mostra que o entendimento sobre o futuro do nosso Sistema Solar ainda é muito incompleto e que estes astros poderão ser muito instáveis para abrigar vida.
