Cientistas da Nasa acham um sistema fluvial oculto em Marte. Entenda

Descoberta de um sistema fluvial oculto indica que a presença de água em Marte é mais antiga e durou por mais tempo que se imaginava

atualizado

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NEMES LASZLO/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images
Marte, ilustração. Marte é o quarto planeta a partir do Sol. É um mundo rochoso e desértico. Orbita o Sol a uma distância média de cerca de 227 milhões de quilômetros. Seu diâmetro é aproximadamente metade do da Terra. A cor vermelha se deve aos óxidos de ferro presentes nas rochas.
1 de 1 Marte, ilustração. Marte é o quarto planeta a partir do Sol. É um mundo rochoso e desértico. Orbita o Sol a uma distância média de cerca de 227 milhões de quilômetros. Seu diâmetro é aproximadamente metade do da Terra. A cor vermelha se deve aos óxidos de ferro presentes nas rochas. - Foto: NEMES LASZLO/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images

Através de um dos dispositivos do Rover Perseverance, da Nasa, pesquisadores detectaram a presença de um delta mais antigo enterrado abaixo do que era explorado anteriormente pelo robô em Marte. O delta é um sistema fluvial que ocorre quando um rio deságua e começa a depositar sedimentos que ele carregou em outra região.

Além dessa pista, cientistas já encontraram outros diversos indícios de que a água já esteve em abundância no planeta, como a presença de paisagens e minerais formados através da água líquida. No entanto, o novo achado evidencia que o planeta era “molhado” antes do que se imaginava preliminarmente. 

A descoberta veio por meio do radar do Perseverance chamado Rimfax. Basicamente, o apetrecho a bordo do robô funciona como um “ultrassom” do solo. Para medir o que está embaixo, ele envia ondas para o subsolo. Assim, revela camadas de rocha, antigos depósitos de sedimentos e estruturas ocultas, como no caso do delta.

O trabalho liderado pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, em parceria com cientistas internacionais, teve os resultados publicados na revista Science Advances.

Descoberta do sistema fluvial

Foram realizadas quase 80 travessias entre setembro de 2023 e fevereiro de 2024 na cratera Jazero. O radar conseguiu coletar informações em uma extensão de cerca de 6,1 km e a profundidades maiores a 35 metros.

Ao analisar os dados extraídos pelo Rimfax, foi detectada a presença de um delta oculto. Eles mostravam camadas inclinadas e estruturas específicas, que só aparecem quando sedimentos são carregados por rios e se acumulam no fundo de lagos ou mares. Os atributos caracterizavam um sistema fluvial.  

A detecção também indica que a água não existiu por pouco tempo em Marte. Na verdade, a existência de mais um delta no planeta mostra que a água fluiu por milhões de anos e de diferentes maneiras, criando até dois sistemas fluviais.

“O projeto Rimfax revelou um ambiente deltaico subterrâneo anterior sob o delta atual, estendendo assim o período de potencial habitabilidade de Jezero para um passado ainda mais remoto”, diz a autora principal do estudo, Emily Cardarelli, em entrevista ao portal ScienceAlert.

Como os deltas preservam potenciais bioassinaturas, como restos de bactérias e moléculas orgânicas, o próximo passo deverá ser estudá-los para descobrir mais detalhes sobre o passado “aquático” de Marte.

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