Ato de Nikolas: como se proteger de raios em tempestades
Queda de raio atingiu manifestantes presentes em ato em Brasília promovido pelo deputado federal Nikolas Ferreira, nesse domingo (25/1)
atualizado
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Durante o ato promovido pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), nesse domingo (25/1), um raio atingiu manifestantes aglomerados nas proximidades da Praça do Cruzeiro. Segundo o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (DF), 89 pessoas foram atendidas, com a maioria apresentando quadro de hipotermia. Ao menos quatro vítimas seguem internadas.
Durante chuvas e tempestades, é extremamente perigoso permanecer em áreas abertas e sem abrigo. Os raios tendem a buscar o caminho de menor resistência elétrica entre a nuvem e a Terra, atingindo locais elevados. Nessa situação, o corpo humano se torna um dos pontos mais altos da área, podendo virar um alvo para descargas elétricas. O ato de Nikolas ocorreu em um ambiente totalmente aberto.
“Em superfícies abertas, a cabeça da pessoa exposta se torna o ponto mais alto da região, favorecendo que o raio se conecte exatamente naquele local”, explica a Defesa Civil.
Como se proteger de raios
Para evitar incidentes, a Defesa Civil aconselha a procurar imediatamente abrigo em locais seguros, como edificações fechadas, ao primeiro sinal de nuvens escuras, vento forte ou trovões.
Mesmo estando em ambientes vedados, os cuidados devem permanecer: desligue aparelhos da tomada; evite torneiras e portas metálicas; e não use telefone fixo. As medidas são essenciais, pois descargas elétricas atmosféricas (os raios) podem passar pela rede elétrica, de telefonia e encanamentos, elevando o risco de choques fatais e danos aos equipamentos.
“Os picos elétricos chegam principalmente pela rede de distribuição, por isso a retirada de aparelhos da tomada é essencial. Em casos de maior proteção, o uso de varistores ajuda a evitar danos internos”, explica o engenheiro de energia Rodrigo Porto.
Como os raios se formam
Dentro das grandes nuvens de tempestade, as cumulonimbus, o atrito entre partículas de água e gelo gera acúmulo de cargas elétricas. Quando há desequilíbrio, ocorre a descarga atmosférica — os raios. Esses eventos são acompanhados por radares meteorológicos e dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), que ajudam a identificar risco iminente para a população.
Os raios representam ameaças distintas em áreas urbanas e rurais. Nas cidades, eles podem causar a queima de equipamentos, incêndios e danos em edificações sem proteção apropriada.
No campo, as fatalidades são mais frequentes porque muitas atividades ocorrem em áreas abertas ou próximas a árvores isoladas, estruturas metálicas ou animais expostos. Nas duas situações é importante saber como se proteger para evitar danos.
Fui atingido por um raio, o que devo fazer?
As pessoas atingidas por raios podem ter queimaduras, fraturas e danos internos, além de correr risco de morte. “A maioria das mortes ocorre por parada cardíaca ou respiratória. A reanimação feita nos primeiros minutos aumenta drasticamente as chances de sobrevivência”, reforça a Defesa Civil.
Nesses casos, a orientação é que o socorro seja imediato. Ao contrário do que alguns pensam, é possível tocar na vítima após o ocorrido, visto que a carga já se dispersou.
A principal recomendação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo número 192 ou Corpo de Bombeiros (193) de sua cidade. Até a chegada dos profissionais, é aconselhável verificar o pulso e a respiração do indivíduo e, se necessário, iniciar a reanimação cardiopulmonar.
Evitar áreas abertas e buscar abrigo a qualquer sinal de tempestade são atitudes simples e essenciais para não ser alvo de raios.










