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Ciência

Micróbio escondido em plâncton tem um dos menores DNAs já encontrados

O novo micróbio possui material genético com apenas 238 quilobases (kb) de DNA, o que, segundo os cientistas, mal dá para sustentar a vida

14/10/2026 15:35
Takuro Nakayama/Universidade de Tsukuba
Imagem colorida de plâncton que abriga micróbio com genoma muito pequeno - Metrópoles

Pesquisadores encontraram o ser vivo com um dos menores genomas já registrados. Dentro do plâncton marinho Citharistes regius, vive o Sukunaarchaeum mirabile, um micróbio minúsculo.

O novo exemplar possui material genético com apenas 238 quilobases (kb) de DNA, o que, segundo os cientistas, mal dá para sustentar a vida.

Inicialmente, os pesquisadores estavam apenas coletando plâncton no mar, ao largo da costa de Shimoda, no Japão. Como o organismo vive em simbiose com bactérias, ao estudar o material genético dessa comunidade microbiana, os cientistas acabaram encontrando o do micróbio – vale lembrar que as bactérias são um tipo de micróbio, mas nem todo micróbio é uma bactéria.

A descoberta, feita pela Universidade de Nottingham, no Reino Unido, em parceria com outras instituições internacionais, teve seus resultados publicados na revista Current Biology em 9 de outubro.

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“Essa descoberta empolgante fornece novas pistas sobre o quão simples uma célula viva pode se tornar, mantendo-se capaz de se reproduzir e conservar sua própria informação genética”, afirma um dos autores do estudo, Thorsten Allers, em comunicado.

Ao investigar o micróbio mais profundamente, descobriu-se que se tratava de um membro do domínio Archaea, formado por microrganismos unicelulares e procariontes cujo DNA não está compactado dentro de um núcleo delimitado por membrana. Apesar de terem sido por muito tempo confundidas com bactérias, as arqueas pertencem a um grupo distinto.

As arqueas normalmente são pequenas, mas o Sukunaarchaeum mirabile estabeleceu o recorde de menor genoma do grupo. As análises iniciais sugerem que o micróbio seja um parasita, mas, para confirmar a hipótese, serão necessários estudos mais aprofundados, utilizando microscopia, por exemplo.

Caso a hipótese se confirme, o novo exemplar se tornará apenas o segundo arqueano parasita conhecido pela ciência.