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Fóssil minúsculo amplia mapa dos parentes mais antigos dos primatas

Dentes microscópicos do antigo Purgatorius mostram que parentes dos primatas se espalharam logo após a extinção dos dinossauros

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1 de 1 foto colorida de pedaço minúsculo de dente de primatas antigos - Metrópoles. - Foto: Reprodução / Taylor & Francis

Um fóssil quase invisível a olho nu está ajudando cientistas a reescrever parte da história dos primatas — grupo que inclui macacos, lêmures e humanos. Pesquisadores encontraram dentes minúsculos do gênero extinto Purgatorius na região de Corral Bluffs, no Denver Basin, no estado do Colorado (EUA).

O achado publicado nessa segunda-feira (2/3) no Journal of Vertebrate Paleontology representa o registro mais ao sul já identificado desse antigo parente dos primatas na América do Norte.

Segundo os pesquisadores, os animais viveram há cerca de 66 milhões de anos, logo após a extinção que eliminou os dinossauros não-aviários.

Quem era o Purgatorius

O Purgatorius era um pequeno mamífero do tamanho aproximado de um musaranho. Ele é considerado um dos parentes mais antigos conhecidos da linhagem que daria origem aos primatas modernos.

Antes desta descoberta, fósseis do animal tinham sido encontrados principalmente em áreas mais ao norte, como Montana e no sudoeste do Canadá. A presença no Colorado amplia o mapa de onde esses mamíferos viveram.

Os dentes foram recuperados usando uma técnica chamada screen-washing. Nesse método, o sedimento é lavado e peneirado para separar fragmentos muito pequenos.

O processo exige paciência e trabalho detalhado. Os pesquisadores analisaram grandes quantidades de sedimentos até localizar os minúsculos dentes.

O tamanho reduzido ajuda a explicar por que fósseis semelhantes podem ter passado despercebidos em escavações tradicionais, que costumam priorizar ossos maiores.

Segundo o líder do estudo, Stephen Chester, professor associado do Brooklyn College e do Graduate Center da City University of New York (CUNY), a descoberta ajuda a preencher lacunas sobre onde e como esses antigos parentes dos primatas viveram após a grande extinção.

“Algumas características dos dentes encontrados podem indicar uma espécie ainda não descrita de Purgatorius. No entanto, mais fósseis são necessários para confirmar essa hipótese”, explica.

Até então, a ausência de fósseis mais ao sul havia sido interpretada como possível consequência da destruição de florestas causada pelo impacto do asteroide.

Agora, os pesquisadores indicam que o problema pode ter sido a forma como os fósseis eram procurados — técnicas convencionais não captavam fragmentos tão pequenos.

A descoberta amplia o conhecimento sobre a distribuição geográfica do Purgatorius logo após a extinção dos dinossauros e sugere que esses pequenos mamíferos podem ter ocupado áreas mais amplas do que se pensava.

O estudo também reforça a importância de métodos de coleta capazes de identificar fósseis extremamente pequenos, que podem alterar interpretações sobre a origem e a dispersão dos primeiros parentes dos primatas.

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