E. oxum: novas mariposas descobertas são batizadas com nomes de orixás

Um estudo conduzido pela Unicamp e USP descobriu oito novas espécies de mariposa, sete delas receberam o nome de orixás

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida das mariposas descobertas - Metrópoles - Foto: Georgette Paola -Ancajima/IB-Unicamp

Um estudo conduzido pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pela Universidade de São Paulo (USP), com apoio da Agência Fapesp, descobriu oito novas espécies de mariposas. Sete delas foram batizadas com nomes de orixás.

O estudo, publicado no começo de março na revista Scientific Reports, identificou que as espécies estão distribuídas na Amazônia, no Pantanal e na Mata Atlântica. As mariposas descobertas foram identificadas a partir do que se acreditava ser somente uma espécie. Elas foram analisadas morfologicamente por meio de dados moleculares e da interação com plantas hospedeiras.

Identificação das oito novas espécies

De acordo com o estudo, acreditava-se que se tratava somente de uma única espécie do gênero Eois Hübner, descrita em 1818, da família Geometridae — uma linhagem altamente diversa na região neotropical. Historicamente, a real diversidade desse gênero foi subestimada devido ao fenômeno das espécies crípticas, geneticamente distintas, mas morfologicamente semelhantes ou visualmente idênticas.

O coordenador do estudo, Simeão de Souza Moraes, pesquisador do Instituto de Biologia da Unicamp, reforça a importância de integrar diferentes técnicas para identificar novas espécies.

“A importância desse estudo vai além da descrição de novas espécies; ele prova que as ferramentas moleculares, embora revolucionárias, não resolvem sozinhas o déficit de biodiversidade. Precisamos urgentemente cruzar dados genéticos com a ecologia de campo e a biologia de plantas hospedeiras para entender a verdadeira riqueza dos Neotrópicos”, diz o pesquisador no comunicado.

Para os outros coautores do estudo, incluindo a bióloga Patrícia Avelino Machado, coletar essas mariposas no Pantanal e em outros biomas nos mostrou que a percepção da biodiversidade ainda é muito superficial. Olhar para elas no laboratório, todas pareciam iguais, mas os dados e a análise de quais plantas as lagartas se alimentavam deixaram claro que se tratava de espécies completamente diferentes.

Batismo com nomes de orixás

O que se acreditava ser apenas uma espécie revelou, na verdade, oito novas mariposas minúsculas amarronzadas, com cerca de dois centímetros da ponta de uma asa à outra. Sete delas foram batizadas em homenagem a orixás: E. oya, E. ewa, E. oxum, Eois iemanja, E. ibeji, E. oxumare e E. orumila. A última recebeu os nomes de E. iroco e E. stantonae, em homenagem a Mariana Alves Stanton, pesquisadora do Instituto de Química da USP, que faleceu em 2024.

 

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