D-Rex: fungo ancestral do tamanho de cone de trânsito é achado na China
D. rex pertence à família Dianjunaceae e, até o momento, é o único membro conhecido dela. O fungo pode atingir até 50 cm de altura

Expedições feitas em florestas na província de Yunnan, na China, resultaram no encontro de uma nova espécie de fungo, o Dianjunus rex. O que mais chama a atenção no exemplar são seus corpos grandes de frutificação, que podem atingir até 50 centímetros de altura, um tamanho equivalente à de um cone de trânsito.
D. rex pertence à família Dianjunaceae e, até o momento, é o único membro conhecido dela. Segundo os pesquisadores, o achado demonstra que a biodiversidade fúngica no Leste Asiático ainda é pouco conhecida.
“Essa espécie notável oferece uma rara oportunidade para compreender a evolução de formas corporais fúngicas extremas”, destaca uma das autoras do estudo, Indunil Senanayake, da Academia Chinesa de Ciências, em comunicado.
Além da extensão corporal, o estudo dos genes de D. rex revelou que o impacto do asteroide de Chicxulub na Terra, que causou um evento de extinção em massa, pode ter favorecido o desenvolvimento do fungo.
As descobertas sobre a nova espécie foram descritas na revista Frontiers in Fungal Biology no final de setembro.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAsteroide ajudou a criar o fungo gigante?
Ao comparar o DNA da nova espécie com o de outros fungos com a história evolutiva já conhecida, descobriu-se que a família de D. rex se separou de seus parentes mais próximos há cerca de 65 milhões de anos.
As investigações também descobriram que a família da nova espécie surgiu apenas 1 milhão de anos após o impacto do asteroide de Chicxulub, o que pode ter contribuído para o desenvolvimento fúngico à época.
“Após a extinção em massa, as florestas sofreram mudanças drásticas, incluindo a disponibilidade repentina de grandes quantidades de material vegetal morto. Para os fungos decompositores associados à madeira, essa perturbação ambiental pode ter criado novas oportunidades ecológicas”, diz Indunil.
Outros fósseis encontrados em diferentes regiões do mundo já indicaram que houve um aumento na atividade fúngica após o evento de extinção em massa causado pelo asteroide.
O fungo gigante costuma se desenvolver em raízes ou tocos em decomposição de árvores. No entanto, ainda não se sabe por que o tamanho da nova espécie é tão grande, o que deve ser a próxima etapa a ser descoberta pelos cientistas.
