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Cientistas criam material para implantes dentários a partir de xixi

Com a descoberta, os especialistas esperam colaborar com benefícios para o meio ambiente e para os médicos

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Médico/a segurando uma amostra de urina dentro de um frasco transparente - Metrópoles
1 de 1 Médico/a segurando uma amostra de urina dentro de um frasco transparente - Metrópoles - Foto: Peter Dazeley / Getty Images

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine (EUA) desenvolveram um material inovador que pode ser usado em implantes dentários a partir de um ingrediente inusitado: a urina humana. O novo processo biotecnológico usa uma levedura modificada para transformar a urina presente no xixi em hidroxiapatita, o principal mineral que forma ossos e dentes.

A descoberta foi publicada na revista científica Nature Communications no início de maio e promete tornar a produção desse material mais barata, sustentável e eficiente. Atualmente, a hidroxiapatita usada em procedimentos médicos é fabricada a partir de rochas minerais ou por processos químicos mais caros e poluentes.

A equipe utilizou a levedura Saccharomyces boulardii, comumente encontrada em medicamentos probióticos, no processo. Os cientistas modificaram geneticamente o microrganismo para que ele fosse capaz de processar ureia (principal composto da urina) e produzir, como resultado, hidroxiapatita.

O processo é relativamente rápido e pode ser concluído em cerca de um dia. De acordo com a pesquisa, é possível produzir cerca de um grama de hidroxiapatita a partir de um litro de urina. O material gerado tem aplicações diretas na medicina, especialmente em tratamentos dentários e na recuperação óssea, por ser biocompatível e semelhante ao mineral natural do corpo humano.

Além de representar um avanço na produção de biomateriais, a pesquisa tem um viés ecológico. Como a ureia da urina é um resíduo abundante e muitas vezes decartado sem aproveitamento, a técnica oferece uma maneira de reaproveitar o recurso, reduzindo o impacto ambiental e os custos de produção.

Os pesquisadores explicam que o processo também pode ser aplicado em outras áreas, como a fabricação de materiais biodegradáveis e plásticos sustentáveis, indicando um potencial uso industrial além do campo da saúde.

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