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Cientistas acham enzima que pode evitar diabetes e doenças cardíacas

O foco do estudo é a enzima IDO1, que se ativa durante processos inflamatórios no corpo e está relacionada à absorção de colesterol

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Pesquisa apontou que doenças cardíacas são a segunda enfermidade que mais preocupa paulistanos, mesmo assim, 46% nunca foi ao cardiologista - Metrópoles
1 de 1 Pesquisa apontou que doenças cardíacas são a segunda enfermidade que mais preocupa paulistanos, mesmo assim, 46% nunca foi ao cardiologista - Metrópoles - Foto: Getty Images

Pesquisadores da Universidade do Texas, em Arlington, no Estados Unidos descobriram uma enzima que pode ser a chave para controlar o colesterol e reduzir o risco de doenças graves como problemas cardíacos, diabetes e até alguns tipos de câncer. A descoberta foi publicada na revista científica Langmuir em 1° de maio e pode ajudar no desenvolvimento de novos medicamentos.

O foco do estudo é a enzima IDO1, que se ativa durante processos inflamatórios no corpo. Quando isso acontece, ela libera uma substância chamada quinurenina, que atrapalha o trabalho de células do sistema imunológico conhecidas como macrófagos.

Entre outras funções, as células ajudam a absorver o colesterol e, quando essa tarefa falha, aumenta o acúmulo da substância nas artérias, o que pode levar a doenças crônicas.

Quando a inflamação desregula o colesterol

A inflamação é um processo natural do corpo, essencial para combater infecções e reparar tecidos. No entanto, quando se torna descontrolada, seja causada por estresse, lesões ou doenças, pode prejudicar o funcionamento das células. Nesse cenário, os macrófagos passam a ter dificuldade para processar o colesterol corretamente.

Os cientistas descobriram que, ao bloquear a atividade da enzima IDO1, os macrófagos voltam a funcionar normalmente, reabsorvendo o colesterol de forma eficiente.

Esse mecanismo pode ser uma nova estratégia para manter os níveis de colesterol sob controle, ajudando a prevenir doenças cardiovasculares e outras condições associadas à inflamação.

Além disso, a equipe observou que outra enzima, chamada óxido nítrico sintase (NOS), piora os efeitos da IDO1. Eles sugerem que inibir a NOS também pode ser útil para reduzir os danos causados pela inflamação prolongada.

Próximos passos

A pesquisa ainda está em fase inicial, mas os resultados são promissores. O professor Subhrangsu S. Mandal, principal autor do estudo, destaca que entender como essas enzimas afetam o colesterol pode ter impacto direto no tratamento de doenças comuns.

“Sabemos que o acúmulo excessivo de colesterol nos macrófagos pode levar à obstrução das artérias, doenças cardíacas e uma série de outras enfermidades. Se conseguirmos impedir esse processo, teremos uma nova forma de prevenção”, afirmou Mandal, em comunicado.

O próximo passo dos pesquisadores será estudar mais profundamente como a IDO1 se comporta e quais os riscos e possibilidades de bloqueá-la com segurança. A expectativa é que, no futuro, a descoberta ajude no desenvolvimento de novos medicamentos para controlar a inflamação e o colesterol, dois fatores centrais na saúde cardiovascular.

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