Cientista na Antártida faz imagem única do “anel de fogo”. Entenda
Eclipse solar conhecido como “anel de fogo” aconteceu em 17 de fevereiro e sua melhor visão ocorreu em partes remotas da Antártida
atualizado
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Fevereiro marcou o primeiro eclipse solar do ano. No entanto, em sua totalidade, o evento astronômico de visual chamativo foi visível apenas a uma parte restrita do globo – mais precisamente, em partes remotas da Antártida. Para quem estava lá, a observação gerou um registro único do “anel de fogo” (imagem acima). A foto foi feita pela pesquisadora Andrea Traverso, que atualmente está na Estação de Pesquisa Concordia, localizada no planalto antártico.
O que torna a imagem literalmente única é que entre os locais habitados no continente onde estava previsto a visão do fenômeno, apenas a base franco-italiana de Concordia teve boas condições de tempo para a observação – ou seja, 12 pessoas viram o “anel de fogo” ocorrido em 17 de fevereiro na Antártida.
“O eclipse de ontem à noite, fotografado por mim, foi visível desta forma exclusivamente da base ítalo-francesa Concordia, na Antártida. Este espetáculo somente eu e meus 11 companheiros pudemos apreciar ao vivo”, escreveu a cientista em publicação nas redes sociais.
Em entrevista ao portal Space.com, a pesquisadora conta que o registro foi realizado através da abertura de uma das janelas da estação. Sem filtros solares específicos para os olhos e para as lentes da câmera, observar o evento pode ser perigoso. Como solução, Andrea usou folhas, papelão e cola do local para suprir a falta de proteção.
Além da totalidade, a cientista conseguiu fotografar diferentes fases do eclipse até chegar em sua fase anular, quando a Lua se posiciona em frente ao disco solar, formando um anel.
Veja as imagens
O que é um eclipse solar anular?
Um eclipse solar anular acontece quando a Lua fica alinhada entre o Sol e a Terra, mas está em um ponto mais distante de sua órbita em relação ao nosso planeta. O posicionamento provoca um efeito que bloqueia totalmente ou parcialmente a luz solar, criando como se fosse um “anel de fogo” ao redor da silhueta do satélite natural.








