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Ciência

Aumento das chuvas pode atrair tubarões para a costa e causar ataques

Os sedimentos provocados pelas chuvas intensas também podem diminuir a visibilidade na água e aumentar o risco de ataques de tubarões

08/07/2026 12:49, atualizado 08/07/2026 13:33
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Freepik
Foto colorida subaquática de tubarão e vários peixes pequenos - Metrópoles.

Nos últimos meses, Recife foi palco de vários ataques de tubarões a banhistas. Em outras partes do globo, como na Austrália e nos Estados Unidos, registros também são comuns. Segundo um apanhado de estudos internacionais, um dos fatores que pode estar favorecendo os acidentes entre os peixes e humanos são as chuvas intensas causadas pelas mudanças climáticas.

Quando ocorrem grandes precipitações nas cidades, elas podem arrastar esgoto e outros resíduos para a costa, o que pode atrair peixes-isca em busca de alimento. Como consequência, a presença deles também seduz os tubarões, que acabam ficando mais perto da área onde ficam os banhistas. A conclusão vem de várias pesquisas realizadas na Austrália.

O aumento do número de sedimentos provocado pelas chuvas intensas também pode diminuir a visibilidade na água, o que eleva ainda mais o risco do tubarão confundir pessoas com alimento.

Além das chuvas intensas, as mudanças climáticas podem tornar a temperatura dos oceanos mais quente, alterando os padrões de migração e podendo atrair mais espécies para o litoral. 

Segundo Neil Hammerschlag, diretor da Shark Research Foundation, uma organização sem fins lucrativos que realiza pesquisas científicas sobre tubarões, é preciso ter estratégia para evitar encontros com os grandes peixes. Ele foi autor de um estudo sobre o tema publicado em 2022.

“É preciso ter inteligência em relação aos tubarões, evitando nadar ao amanhecer e ao entardecer, quando e onde certas espécies costumam estar mais ativas. A proximidade não garante a interação, mas qualquer condição ambiental que a favoreça aumentará a probabilidade de um encontro entre humanos e tubarões”, ressalta Hammerschlag em entrevista ao portal norte-americano Scientific American.