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Ciência

Cabeça de animal extinto, confundida com raposa, é vendida por R$ 430 mil

A cabeça não pertencia a uma raposa, mas sim a um tigre-da-tasmânia, o maior marsupial carnívoro dos tempos modernos, extinto desde 1936

03/09/2026 17:19
Reprodução/Instagram/@thetaxidermist
Imagem colorida mostra cabeça de raposa "fake" - Metrópoles

Uma cabeça empalhada, inicialmente identificada como de uma raposa, foi vendida por £ 50 (cerca de R$ 345,50) no mercado de antiguidades. Anos depois, o item valorizou-se significativamente ao ser levado a leilão por seu proprietário, sendo arrematado por £ 62,6 mil (pouco mais de R$ 430 mil).

O motivo? Na verdade, a parte do corpo não pertencia ao canídeo, mas sim a um tigre-da-tasmânia (Thylacinus cynocephalus), o maior marsupial carnívoro dos tempos modernos, que foi declarado extinto em 1936.

Quem percebeu que a cabeça de raposa era “fake” foi James Cranfield, um negociador de curiosidades de história natural. O homem costuma participar de vários leilões e, ao visualizar o artefato, logo percebeu que não era o animal indicado pelo anúncio.

“Quando cliquei e a imagem abriu em tamanho maior, foi como um raio sobre meu cérebro e meus olhos: percebi que não era uma raposa. Pensei imediatamente: ‘Parece um tilacino’ (o nome oficial do tigre-da-tasmânia)”, conta Cranfield em entrevista ao portal ScienceAlert.

Segundo o negociador, a quantidade de incisivos superiores na cabeça o fez suspeitar. Isso porque raposas e outros mamíferos euterianos têm seis, enquanto o espécime tinha oito – justamente a quantidade característica do tigre-da-tasmânia.

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Além de Cranfield, outros colecionadores também perceberam a raridade do artefato, o que elevou o patamar dos lances, culminando na vitória com o valor de pouco mais de R$ 430 mil. Após vencer o leilão, o negociador fez exames de imagem para comprovar que de fato se tratava de um tigre-da-tasmânia, o que foi confirmado.

Estou muito contente por não ter passado vergonha ao gastar [tanto] numa cabeça de raposa. Eu nunca mais conseguiria mostrar a minha cara na comunidade online ou em qualquer outro lugar”, afirma o comprador.

Após arrematá-la, o novo dono da cabeça do tigre-da-tasmânia está disposto a cedê-la a cientistas — desde que por meio de técnicas minimamente invasivas — para a realização de estudos que ajudem a descobrir mais detalhes sobre a origem, a idade e outras características do animal.