Buraco negro emite 1 trilhão de vezes mais energia que Estrela da Morte

Cálculos de astrônomos apontam que o buraco negro tem potencial para se tornar o evento mais energético e brilhante já visto no Universo

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra buraco negro - Metrópoles - Foto: Divulgação/Nasa

Quando uma estrela passa muito perto de um buraco negro supermassivo, ela é puxada pela gravidade dele e é despedaçada. O fenômeno é chamado de evento de ruptura das marés (TDE, na sigla em inglês) e já foi detectado algumas vezes no espaço pelos astrônomos.

Em casos normais de TDEs, a estrela é destruída por meio de um processo chamado “espaguetificação”, gerando um brilho forte após o evento, que diminui com o tempo.

Um TDEs em particular tem chamado a atenção de astrônomos. Quatro anos após o fenômeno ser detectado, o chamado AT2018hyz continua a emitir cada vez mais energia. Quando foi avistado pela primeira vez, em 2018, ele parecia um evento normal, mas começou a ficar energético em 2022 e desde então não parou mais.

Em outras palavras, é como se a estrela fosse uma refeição que o buraco negro não conseguiu engolir de uma vez, e começou o processo de “digestão cósmica” tardiamente. Assim que despedaça o objeto cósmico , ele expele partes do material estelar remanescente em jatos — foi através deles que os pesquisadores detectaram a energia do buraco negro.

“Isso é realmente incomum. Seria difícil imaginar algo subindo dessa forma por um período tão longo”, aponta a principal autora do estudo, Yvette Cendes, em comunicado.

A descoberta do buraco negro que tem potencial para ser o mais energético do Universo foi liderada por Yvette, astrofísica da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos. O trabalho foi publicado na revista The Astrophysical Journal no início de fevereiro.

Buraco negro candidato a ser um dos mais brilhantes e energéticos

Como a energia emitida pelo buraco negro foi identificada através de ondas de rádio, os pesquisadores utilizaram dados de radiotelescópios no Novo México e na África do Sul para o estudo. Assim, eles concluíram que o objeto está 50 vezes mais brilhante do que quando foi detectado, em 2018. A expectativa é que ele atinja o pico energético e brilhante em 2027.

Por diversão, os autores do estudo compararam o buraco negro supermassivo à Estrela da Morte de Star Wars. Com base em números calculados por fãs da produção, os pesquisadores estimam que o buraco negro supermassivo emite pelo menos um trilhão de vezes mais energia do que uma Estrela da Morte em pleno funcionamento. 

Segundo os astrônomos, os cálculos sugerem que o jato “digestivo” tem sido expelido em uma única direção e não está apontado para a Terra. Isso pode explicar por que o fenômeno foi detectado tardiamente. A confirmação deve ser feita quando a energia atingir o pico em um ano.

Já ao medir o fluxo de energia atual do objeto, foi identificado que ele é comparável a uma explosão de raios gama, o que o torna um potencial candidato para estar entre os eventos individuais mais energéticos já vistos no Universo.

É a primeira vez que astrônomos identificam um TDEs com estas características. Agora, eles suspeitam que outros eventos semelhantes estão acontecendo pelo Universo e continuarão procurando por pistas para compreendê-los melhor.

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