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James Webb detecta “casulos” de buracos negros, sugere novo estudo

Pontos vermelhos achados pelo James Webb no universo primitivo intrigou cientistas. Novo estudo afirma ser buracos negros com gás em volta

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1 de 1 Imagem colorida mostra buraco negro - Metrópoles - Foto: Divulgação/Nasa

A detecção de pontos vermelhos no universo primitivo pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST) em 2022 instalou um verdadeiro mistério na comunidade científica. No entanto, um novo estudo parece ter revelado a identidade deles. Segundo os cientistas, os objetos são buracos negros supermassivos jovens rodeados por nuvens de gás densas, como se fossem casulos. 

A dúvida que pairava na sociedade acadêmica se explica através da diversidade de atributos dos pontos avermelhados. Com características semelhantes, algumas correntes defendiam se tratar de galáxias compactas, enquanto outras diziam ser buracos negros supermassivosa alternativa correta, segundo o estudo mais recente. 

“São buracos negros de menor massa em alto desvio para o vermelho, até onde sabemos, e sugerem uma população de buracos negros supermassivos jovens”, afirmam os pesquisadores no estudo.

A descoberta liderada por pesquisadores da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, e da Universidade de Manchester, no Reino Unido, teve os resultados publicados nessa quarta-feira (14/1) na revista científica Nature.

Primeiras hipóteses

Quando foram descobertos, a primeira teoria era de que os pontos vermelhos eram galáxias compactas e cheias de estrelas. No entanto, uma característica não batia: os objetos foram localizados no universo primitivo, um estágio muito recente para a formação de tantos corpos estelares.

Outros pesquisadores refutavam a ideia das galáxias e afirmavam ser buracos negros supermassivos jovens devido às características que indicavam movimentos rápidos, impulsionados pela força gravitacional de um objeto central.

No entanto, o que intrigava os cientistas defensores da tese é que buracos negros supermassivos emitem raios X ou ondas de rádio e isso não acontecia nos pontos vermelhos. Além disso, os objetos tinham muito massa para estarem no inicio do universo.

Estudo descobre os “casulos” de buracos negros

Ao analisar os espectros de luz dos pontos vermelhos, foi possível identificar que a luminosidade era semelhante à que um buraco negro supermassivo emitiria se estivesse rodeado por uma densa nuvem de gás.

De acordo com os pesquisadores, emissões de raios X ou ondas de rádio não foram identificadas anteriormente pois o “casulo” atrapalha a chegada dos sinais ao James Webb.

Ao calcular a massa dos objetos, os pesquisadores afirmaram que os pontos vermelhos eram 100 vezes mais leves do que se pensava antes.

Juntando as duas descobertas, os cientistas concluíram que os objetos são buracos negros supermassivos em fase de crescimento e acumularam gás ao seu redor. 

Novos estudos ajudarão a confirmar se a tese está correta, além de analisar se o casulo de buracos negros é algo comum e como eles podem influenciar o desenvolvimento deles.

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