Próxima geração de baterias deve armazenar mais energia, diz estudo
Melhor tecnologia no mercado atual, as baterias de íon-lítio estão próximas de chegar ao limite de desempenho e devem ser substituídas
atualizado
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Se você está lendo esta notícia pelo celular ou por um laptop, saiba que isso só está sendo possível devido às baterias de íon-lítio, consideradas a melhor tecnologia no mercado atual. Aliando grande densidade energética, eficiência e versatilidade, elas estão presentes até na fabricação de carros elétricos.
No entanto, um novo estudo aponta que a liderança tecnológica deste tipo de bateria pode estar perto de chegar ao fim, pois os dispositivos de íon-lítio se aproximam cada vez mais do limite de desempenho teórico.
Segundo pesquisadores da Universidade de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, a próxima geração de baterias deve evoluir através dos avanços tecnológicos na sociedade e, consequentemente, conseguir armazenar mais energia, podendo ser utilizada em diferentes setores.
“A pesquisa e o desenvolvimento de baterias de próxima geração devem estar alinhados com o progresso da tecnologia. Devem também atender à crescente demanda por consumo de energia. Em resumo, espera-se que todos os setores utilizem baterias com desempenho aprimorado, flexibilidade de design e fácil integração”, apontam os autores no artigo publicado na revista científica Science Direct em outubro.
Novas alternativas para o desenvolvimento das baterias
Com a proximidade do limite do sistema íon-lítio, novas alternativas já são estudadas e analisadas pelos cientistas, sendo o principal objetivo encontrar alternativas que tenham o maior potencial energético possível e, ao mesmo tempo, menor custo. Confira as principais opções:
Baterias de fluxo
Por armazenar energia renovável em grandes quantidades, a expectativa é que as baterias de fluxo assumam o papel. Ao contrário do sistema íon-lítio, elas conseguem separar a capacidade da potência, tornando-as ideais para guardar grandes quantidades energéticas por muito tempo e com segurança. Estima-se que nos próximos anos ela substitua a tecnologia atual.
Baterias lítio-enxofre
O interesse pelo sistema lítio-enxofre aumentou nos últimos anos, especialmente porque pesquisas mostram que ele possui densidade de energia teórica alta e materiais mais baratos em sua composição — tudo o que os especialistas procuram.
No entanto, a comercialização do dispositivo enfrenta algumas dificuldades, já que ele tem problemas frequentes com crescimento de dendritos (fenômeno que degrada a bateria), além de dificuldades para transportá-lo. A tecnologia ainda possui vida útil limitada.
Baterias de lítio metálico
O sistema tem expectativa de aumentar a densidade energética da bateria de cerca de 250 para 440 Wh/kg (watt-hora por quilograma). Por outro lado, essa bateria tem mais riscos de crescimento de dendritos e, consequentemente, curtos-circuitos. Também têm mais propensão de reagir com eletrólitos inflamáveis (substâncias condutoras).
Para resolver o problema, os pesquisadores apontam que devem ser feitos reparos no design dos eletrólitos.
Baterias de lítio-ar
O sistema é estudado principalmente para ser aplicado em veículos elétricos, pois tem densidade energética teórica bastante elevada. Porém, ainda é um desafio fazê-lo funcionar com ar do ambiente e não apenas com oxigênio puro.
