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Ciência

Reorganização de átomos explica por que ouro nunca deixa de brilhar

Rearranjo do ouro é natural e ocorre de maneira que se torna complicada a reação do oxigênio com o metal, o que poderia oxidá-lo com o tempo

12/07/2026 18:13
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Imagem colorida mostra barras e moedas de ouro - Metrópoles

O ouro é um dos metais preciosos mais valorizados do mundo. Mesmo com a ação do tempo, ele mantém o brilho intenso e duradouro — segundo um novo estudo, o segredo para a resistência dele não está apenas na composição química, mas sim na reorganização dos átomos de sua superfície. 

Os pesquisadores apontam que o rearranjo da superfície do ouro é natural e torna extremamente complicada a reação do oxigênio com o metal, o que poderia oxidá-lo com o tempo. 

O achado foi liderado por pesquisadores da Universidade de Tulane, nos Estados Unidos, e teve os resultados publicados na revista Physical Review Letters em meados de maio.

Simulações demonstram reorganização do ouro

Para a descoberta, foram realizadas simulações computacionais que modelaram o comportamento de átomos e elétrons a fim de analisar como as moléculas de oxigênio interagiam com tipos comuns de superfície de ouro.

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Os resultados demonstraram que, caso não houvesse uma reorganização dos átomos da superfície, as moléculas de oxigênio se separariam com mais facilidade e conseguiram reagir com o ouro, provocando danos. No entanto, a ação é limitada pela reação do metal.

Segundo os pesquisadores, o rearranjo produz uma barreira protetora em escala atômica capaz de tornar o brilho do ouro por tempo indeterminado. Por isso, joias, moedas e outros objetos feitos com o metal são tão resistentes e brilhantes, mesmo depois de séculos.