Cientistas criam tubos metálicos que podem evitar naufrágios. Entenda

Segundo estudo, tubos metálicos não afundam, independentemente do tempo que forem submersos ou até se sofrerem danos estruturais graves

atualizado

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Universidade de Rochester/J. Adam Fenster
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1 de 1 Imagem colorida mostra tubos metálicos que não afundam - Metrópoles - Foto: Universidade de Rochester/J. Adam Fenster

Apesar de ter acontecido há mais de um século, o naufrágio do Titanic ainda inspira os cientistas a criarem novas tecnologias para evitar acidentes como esse. Foi assim que pesquisadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, deram mais um passo para a criação de embarcações que não afundam: engenheiros desenvolveram tubos de metal inafundáveis.

De acordo com os cientistas, os objetos metálicos têm capacidade de flutuar independentemente do tempo que permanecem submersos ou até se sofrerem danos estruturais graves. 

O trabalho foi liderado pelo pesquisador Chunlei Guo, da Universidade de Rochester. Os resultados da descoberta estão disponíveis na revista Advanced Functional Materials desde terça-feira (27/1).

Possíveis aplicações dos tubos de metal inafundáveis

Para que os tubos não estejam vulneráveis a afundamentos, os cientistas inseriram micro e nanoporos na superfície deles. A técnica tornou os objetos super-hidrofóbicos, uma característica responsável por repelir água. 

Quando está na água, a superfície super-hidrofóbica consegue aprisionar bolhas de ar estáveis no interior dela, fazendo com que o tubo não fique encharcado e, consequentemente, não afunde

Mecanismos semelhantes acontecem no corpo de animais da natureza, como aranhas-mergulhadoras e formigas-de-fogo.

“É importante destacar que adicionamos uma divisória no meio do tubo para que, mesmo se você o empurrar verticalmente na água, a bolha de ar permaneça presa dentro dele e o tubo mantenha sua capacidade de flutuar”, explica Guo em comunicado.

Em parceria com sua equipe, o pesquisador já havia criado discos super-hidrofóbicos e flutuantes. Mas ao contrário dos tubos, a tecnologia usada nos discos apresentava limitações. Eles podiam afundar caso fossem girados em ângulos extremos. Já a nova criação teve resultados melhores quando testada em condições turbulentas parecidas com as do mar.

“Testamos os tubos em ambientes extremamente hostis durante semanas seguidas e não constatamos nenhuma degradação em sua flutuabilidade. Você pode fazer grandes furos neles e mesmo assim eles ainda flutuam”, afirma o autor principal do estudo.

A expectativa é que a tecnologia possa ser aplicada na fabricação de navios, boias e plataformas flutuantes. Em experimentos feitos em laboratório, os cientistas testaram juntar vários tubos e viram que eles têm potencial para se tornar equipamentos flutuantes capazes de suportar cargas.

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