Artemis II: foto revela que escudo térmico funcionou bem na reentrada

Por conta problemas estruturais na Artemis I, a Nasa tinha preocupações com o funcionamento do escudo térmico na volta da Artemis II

atualizado

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Marinha dos Estados Unidos
Imagem colorida do escudo térmico da cápsula Orion - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida do escudo térmico da cápsula Orion - Metrópoles - Foto: Marinha dos Estados Unidos

O pouso de retorno da Artemis II à Terra foi um sucesso, mas mais do que isso: o escudo térmico, a estrutura idealizada para proteger a nave e a própria tripulação do calor da reentrada, funcionou como o esperado. A constatação veio especialmente de uma foto tirada da cápsula Orion após ela cair na água – uma avaliação preliminar da Nasa também confirmou o fato.

De acordo com a averiguação da agência espacial, o escudo térmico teve impactos pouco relevantes em suas estruturas, não apresentando rachaduras e tendo perdas mínimas, o que tornou a volta ao planeta mais segura.

As inspeções iniciais constataram que ele funcionou conforme o esperado, sem que nenhuma condição incomum fosse identificada. Imagens do escudo térmico, obtidas inicialmente por mergulhadores após o pouso na água, e inspeções posteriores no navio de recuperação revelaram que o comportamento de perda de material carbonizado observado na Artemis I foi significativamente reduzido, tanto em quantidade quanto em tamanho”, apontou a Nasa em comunicado divulgado nessa segunda-feira (20/4).

Por que a Nasa estava preocupada com o escudo térmico durante a Artemis II?

O escudo térmico é feito de titânio e revestido por 186 blocos de um material resistente ao calor, o Avcoat. No entanto, durante a volta da Artemis I, a primeira missão do programa não tripulada, a estrutura sofreu danos na reentrada que reduziram sua eficácia, incluindo carbonização e rachaduras no Avcoat.

Para corrigir o problema, a Nasa planejou que a reentrada da Artemis II na atmosfera ocorresse em um ângulo mais acentuado. A medida visou diminuir o tempo gasto passando pela camada de gases da Terra e, consequentemente, a redução das chances de qualquer dano – e o plano deu certo.

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9 imagens
o terreno fortemente craterizado da borda leste da lua
Vista aproximada da superfície lunar
A Terra se põe sobre o limbo curvo da Lua
A Lua eclipsando completamente o Sol
O Sol começando a surgir por trás da Lua enquanto o eclipse transita para fora da totalidade
Visão aproximada da espaçonave Orion durante o sobrevoo lunar
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Visão aproximada da espaçonave Orion durante o sobrevoo lunar

Nasa
o terreno fortemente craterizado da borda leste da lua
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o terreno fortemente craterizado da borda leste da lua

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Vista aproximada da superfície lunar
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Vista aproximada da superfície lunar

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A Terra se põe sobre o limbo curvo da Lua
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A Terra se põe sobre o limbo curvo da Lua

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A Lua eclipsando completamente o Sol
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A Lua eclipsando completamente o Sol

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O Sol começando a surgir por trás da Lua enquanto o eclipse transita para fora da totalidade
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O Sol começando a surgir por trás da Lua enquanto o eclipse transita para fora da totalidade

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Foto mais nítida da superfície lunar com a Terra ao fundo
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Foto mais nítida da superfície lunar com a Terra ao fundo

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Registro mostra o lado oculto da Lua com a Terra no fundo
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Registro mostra o lado oculto da Lua com a Terra no fundo

Divulgação/Nasa
Missão Artemis II
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Missão Artemis II

Nasa/Divulgação

 

Além do escudo térmico, o foguete Space Launch System (SLS), responsável por fazer o lançamento da missão, também teve o desempenho aprovado. Foram os vazamentos durante testes de abastecimento do SLS que atrasaram o cronograma da Artemis II, inicialmente marcada para março, mas que só decolou em abril.

Com as boas notícias, a Nasa volta o foco para retomar a programação prevista para as próximas fases da missão, que devem ocorrer em 2027, com a Artemis III. Porém, esta não deve pousar na Lua ainda. Os pés humanos só devem voltar a tocar o chão lunar em 2028, na Artemis IV.

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