Artemis II: 5 pontos que a Nasa aprendeu com a viagem ao redor da Lua

Missão histórica de 10 dias testou tecnologias da nave Orion e trouxe dados importantes para futuras viagens à Lua e ao espaço profundo

atualizado

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Imagem colorida do Pôr do sol da Terra captado pela missão Artemis II - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida do Pôr do sol da Terra captado pela missão Artemis II - Metrópoles - Foto: Divulgação/Nasa

Após 10 dias no espaço e um sobrevoo histórico da Lua, a missão Artemis II chegou ao fim deixando uma série de resultados importantes para o futuro da exploração espacial.

A viagem levou quatro astronautas a bordo da cápsula Orion em uma trajetória ao redor da Lua e marcou o retorno de humanos ao entorno do satélite natural da Terra mais de cinco décadas após as missões do programa Apollo (1961 e 1972).

Durante a missão, os tripulantes compartilharam imagens inéditas do espaço profundo, mostraram parte da rotina dentro da nave e ajudaram a testar sistemas fundamentais para futuras viagens espaciais.

Especialistas ouvidos pelo Metrópoles apontam que os 10 dias de missão serviram como um grande teste para tecnologias e procedimentos que serão essenciais nas próximas etapas do programa Artemis, que pretende levar astronautas novamente à superfície lunar. Confira as conclusões importantes da missão:

Testes cruciais da nave Orion

Um dos principais objetivos da Artemis II foi testar a cápsula Orion em uma missão tripulada no espaço profundo. O engenheiro aeroespacial Gustavo Luiz Olichevis Halila, professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), diz que a missão permitiu avaliar diversos sistemas da nave em condições reais de voo.

“A missão teve como objetivo levar quatro astronautas em um sobrevoo da Lua em trajetória de retorno livre, algo que não acontecia desde a Apollo 17, em 1972. Foram testados sistemas e procedimentos da espaçonave Orion em uma missão tripulada no espaço profundo”, afirma.

Esses testes incluíram desde os sistemas de navegação e comunicação até o funcionamento dos motores responsáveis pelas manobras da nave.

Reentrada na Terra em alta velocidade

Outro ponto fundamental foi o teste do sistema de proteção térmica da Orion. Halila explica que a reentrada na atmosfera é uma das etapas mais críticas de qualquer missão espacial.

Ao retornar à Terra, a cápsula pode atingir velocidades próximas de 40 mil quilômetros por hora, o que gera um aquecimento extremamente intenso.

“O sistema de isolamento térmico da espaçonave foi novamente validado, agora com tripulação a bordo, o que complementa os resultados obtidos na missão Artemis I”, destaca o professor. Esse tipo de tecnologia é essencial para garantir a segurança dos astronautas em futuras missões.

Nova geração de foguetes e naves

A missão também marcou a estreia do foguete Space Launch System, o SLS, em uma missão tripulada. O astrônomo Adriano Leonês, pesquisador da Universidade de Brasília (UnB), destaca que o desenvolvimento do foguete representa um dos grandes avanços do programa Artemis.

“O SLS e a cápsula Orion são tecnologias totalmente novas. Desde o Saturno V, usado nas missões Apollo, nenhum outro foguete havia sido projetado especificamente para levar astronautas à Lua”, afirma.

Segundo ele, os procedimentos de lançamento, voo e navegação ao redor da Lua funcionaram como planejado, embora alguns aspectos ainda possam ser aperfeiçoados.

Comunicação no espaço ainda é desafio

A missão também revelou desafios importantes para as próximas etapas da exploração lunar. Um deles envolve a comunicação com a nave quando ela passa pelo lado oculto da Lua, região onde o contato direto com a Terra é interrompido.

“Uma alternativa é enviar previamente satélites artificiais para orbitar a Lua e garantir uma rede de comunicação constante com as futuras missões”, explica Leonês. Essas soluções serão fundamentais à medida que as missões se tornarem mais frequentes e complexas.

Preparação para o retorno à superfície lunar

O principal legado da Artemis II, segundo os pesquisadores, é a preparação para as próximas missões do programa, que devem levar astronautas novamente ao solo lunar. Halila aponta que esse tipo de missão funciona como etapa intermediária antes de um pouso.

“No programa Apollo, missões como a Apollo 8 e a Apollo 10 forneceram dados essenciais antes do pouso da Apollo 11. A Artemis II cumpre papel semelhante na preparação para as próximas missões”, diz.

O programa Artemis pretende não apenas retornar à Lua, mas também estabelecer infraestrutura que permita permanência mais longa no ambiente lunar.

Segundo os especialistas, a experiência adquirida nessas missões também poderá contribuir para futuros projetos de exploração do espaço profundo, incluindo viagens tripuladas até Marte.

Confira fotos da missão Artemis II

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o terreno fortemente craterizado da borda leste da lua
Vista aproximada da superfície lunar
A Terra se põe sobre o limbo curvo da Lua
A Lua eclipsando completamente o Sol
O Sol começando a surgir por trás da Lua enquanto o eclipse transita para fora da totalidade
Visão aproximada da espaçonave Orion durante o sobrevoo lunar
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Visão aproximada da espaçonave Orion durante o sobrevoo lunar

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o terreno fortemente craterizado da borda leste da lua
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o terreno fortemente craterizado da borda leste da lua

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Vista aproximada da superfície lunar
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Vista aproximada da superfície lunar

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A Terra se põe sobre o limbo curvo da Lua
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A Terra se põe sobre o limbo curvo da Lua

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A Lua eclipsando completamente o Sol
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A Lua eclipsando completamente o Sol

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O Sol começando a surgir por trás da Lua enquanto o eclipse transita para fora da totalidade
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O Sol começando a surgir por trás da Lua enquanto o eclipse transita para fora da totalidade

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Foto mais nítida da superfície lunar com a Terra ao fundo
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Foto mais nítida da superfície lunar com a Terra ao fundo

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Registro mostra o lado oculto da Lua com a Terra no fundo
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Registro mostra o lado oculto da Lua com a Terra no fundo

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Missão Artemis II
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Missão Artemis II

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